PT já não conta mais com Ciro em São Paulo

Após meses de negociações, terminou o namoro entre o PT de São Paulo e o deputado estadual Ciro Gomes (PSB-SP), que poderia terminar na candidatura do parlamentar à sucessão do governo paulista. Bastou Ciro chamar o PT em São Paulo de um desastre, em entrevista do jornal Folha de S.

Agência Estado |

Paulo, para o partido encampar de vez o nome do senador Aloizio Mercadante (PT) para liderar uma frente de oposição que tentará tirar do poder o PSDB, há 15 anos no comando do governo paulista. "É o nome do senador Mercadante que emerge nesse momento", admitiu Edinho Silva, presidente do PT no Estado de São Paulo.

Edinho afirmou que ainda aguarda uma retratação, ou mesmo a confirmação, do que chamou de "declaração agressiva e sem sentido" feita por Ciro. "Não faz sentido uma declaração agressiva como essa, justamente quando construímos um processo alternativo para São Paulo, do qual ele era o líder e um nome apoiado pelo PT", disse o presidente do partido. "Se ele quisesse por fim ao processo, poderia nos procurar que aceitaríamos sem problemas, mas, sem uma retificação, (o processo) chegou ao final", completou.

As críticas de Ciro ao PT e à possibilidade de sua candidatura ao governo paulista - chamada de artificial pelo deputado - acabaram ainda com um encontro, previsto para esta semana, no qual os partidos de oposição ao PSDB em São Paulo tentariam convencê-lo a aceitar a disputa. Ciro era esperado para uma reunião com todos os partidos da frente, formada, por enquanto, com PT, PSB, PDT, PCdoB, PTC, PRB, PSC e PTN, mas com possibilidade de adesão de PHS e PR.

Mesmo com as críticas de Ciro, que ainda sugeriu o nome do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, como candidato ao governo paulista pelo PSB, o PT paulista preferiu, ao menos por enquanto, não atacar o deputado. "Queremos deixar claro que não iremos travar disputa com o Ciro, um aliado importante e pelo qual o PT tem respeito; nosso debate é com a oposição" afirmou Edinho. Mas, quando indagado se as relações entre PT e PSB poderiam ficar estremecidas, o presidente do PT paulista já não foi tão direto. "Espero que não", concluiu.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG