BRASÍLIA - Rivais tradicionais no maior colégio eleitoral do País, PT e PSDB já admitem a possibilidade de encarar as urnas paulistas em 2010 com nomes menos conhecidos do eleitorado ou que, em alguns casos, jamais disputaram uma eleição. Fortalecidos pelo fracasso das duas siglas na última disputa na capital paulista, quadros com menor projeção política passaram a ser cotados para encabeçar as chapas da corrida estadual.

Na sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a derrota da ex-ministra do Turismo Marta Suplicy abriu uma brecha para um nome até então cogitado como alternativa pouco provável para o Planalto, no caso de um imprevisto tirar do páreo a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Apesar de enfrentar resistências pela total inexperiência nas urnas e pelo perfil técnico, o ministro da Educação, Fernando Haddad, passou a ser citado corriqueiramente em conversas sobre a sucessão.

Descrito por desafetos no PT como um burocrata, Haddad passou de secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC) a titular da pasta em 2005, quando o hoje ministro da Justiça, Tarso Genro, saiu para comandar o PT na crise do mensalão. Sem visibilidade, mas com o apoio do presidente Lula, ele resistiu, por exemplo, às pressões do grupo de Marta para que ela assumisse a pasta em 2007.

No PSDB, as atenções estão cada vez mais voltadas para o secretário da Casa Civil no Estado, Aloysio Nunes Ferreira Filho. Braço direito do governador José Serra, ele está longe de ser novato em eleições, apesar de nunca ter disputado um cargo majoritário pelo PSDB. Várias vezes deputado federal, ele disputou a Prefeitura de São Paulo e foi vice-governador sob o comando de Luiz Antonio Fleury Filho, quando ainda integrava os quadros do PMDB.

No governo Fernando Henrique Cardoso, Aloysio comandou a Secretaria Geral da Presidência e o Ministério da Justiça. Mas, desde então, se distanciou dos holofotes até assumir o papel de articulador político de Serra. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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