PT diz que não assinará nota da oposição contra Sarney

O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), disse à Agência Estado que a bancada de senadores do PT não endossará a proposta feita pela oposição de assinar uma nota conjunta pedindo o afastamento de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. Segundo Mercadante, não há identificação para o PT assinar uma proposta feita pelo PSDB e pelo DEM, embora a posição da bancada petista seja pelo afastamento temporário de Sarney do comando do Senado.

Agência Estado |




AE
O senador Pedro Simon (PMDB-AL) e o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), durante reunião de líderes e dirigentes de partidos no Senado
Senador Pedro Simon (PMDB-AL)
e o líder do PT no Senado, Aloizio
Mercadante (SP), durante reunião
de líderes e dirigentes de siglas
no Senado
"O PT mantém sua postura, defendemos a licença do presidente Sarney como ato de grandeza. Mas não há identidade entre o PT e a oposição para assinarmos uma nota juntos", disse o líder petista.

Mercadante explicou que fez questão de participar da reunião de hoje de manhã com os líderes do DEM, PSDB, PDT e PSB, para "reverter o clima de guerra, de confronto, e restabelecer o debate", mas acrescentou que sua presença no encontro não o obriga a fechar um acordo com a oposição. Durante a reunião entre os líderes dos partidos, a oposição defendeu a unidade de todos para pressionarem Sarney a renunciar à presidência do Senado. Como a proposta não foi aceita pelo PT e pelo PSB, os líderes da oposição sugeriram que o pedido de renúncia fosse substituído por uma sugestão de afastamento temporário.

Ainda assim, Mercadante e o senador do PSB Renato Casagrande (ES) pediram um tempo para consultar suas bancadas antes de dar o aval à nota. O senador Antônio Carlos Valadares (SE), líder do PSB, disse à Agência Estado que foi procurado pelo líder petista e que, "de comum acordo", decidiram não assinar a nota.

De acordo com Valadares, os senadores da base aliada ao governo que defendem a licença de Sarney do comando do Senado tentarão fazer valer sua posição no Conselho de Ética, onde Sarney responde a 11 ações, inclusive acusado de quebra de decoro parlamentar. "O discurso deve ser levado para o Conselho de Ética. Radicalizar os discursos em plenário não resolverá a crise", disse Valadares.

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