PT de Minas está longe de definição

O vice-presidente da República, José Alencar, vai decidir no dia 17 de março, depois de uma série de exames médicos em São Paulo, se e a qual cargo vai concorrer nas eleições de outubro. Conforme o iG adiantou em janeiro, Alencar é cotado para disputar o governo de Minas Gerais. A opção é o Senado.

Priscilla Borges e Ricardo Galhardo |

Até a decisão de Alencar, continuará suspensa a definição sobre o candidato governista ao governo mineiro. Além dele, os petistas Patrus Ananias (ministro do Combate à Fome) e Fernando Pimentel (ex-prefeito de Belo Horizonte) e o peemedebista Hélio Costa (ministro das Comunicações) são pré-candidatos.

Ontem Patrus admitiu que pode abrir mão da pré-candidatura em favor de Alencar. "Sou pré-candidato mas apoio Alencar para qualquer coisa. A pré-candidatura dele é uma realidade e, se ela se consolidar, vou reconsiderar", disse Patrus. Ele evitou dizer se aceitaria ser vice de Alencar.

Já o grupo ligado a Pimentel duvida que Alencar aceite disputar o governo por causa de sua saúde frágil. O vice-prefeito de Belo Horizonte, Roberto de Carvalho, que integra o grupo de Pimentel, defendeu um acordo de procedimento entre os dois pré-candidatos petistas e Hélio Costa até que haja uma definição sobre o candidato. "O importante é não deixarmos fazer água na boa relação que temos com o PMDB", disse Carvalho.

O presidente do Diretório do PT em Minas Gerais, Reginaldo Lopes, lembra que o PT aprovou resolução em julho do ano passado para dar prioridade a candidaturas do partido. Por isso, não acredita em alianças com a liderança do PMDB. "Não é vaidade, mas chegou a hora de o PT governar Minas Gerais", afirma.

Para ele, Minas Gerais precisa de um plano de governo similar ao que Lula adotou para o País, que garanta "um projeto de desenvolvimento econômico que contemple as diferentes realidades de Minas".

Agora, Reginaldo acredita que o partido precisa definir qual estratégia pretende adotar na disputa pelo governo do estado. Se a ideia for levar as eleições para que a definição ocorra no segundo turno, ele não vê problemas em que dois palanques sejam montados. Um para o candidato do PT, outro para o do PMDB. "E a Dilma poderia subir nos dois, por que não?", pondera.

Para definir o candidato do PT, Reginaldo defende a realização de pesquisas de intenção de voto com a população. "Não acredito que ter a maioria dos votos em prévias resolva o problema político da candidatura. Não devemos medir forças e sim trabalhar por uma convergência", ressalta. Reginaldo acredita que, até o início de abril, quando será realizado o congresso do PT em Minas, o candidato do PT ao governo estará resolvido. Até lá, não vê perspectivas de solução.

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