O presidente do PT do Estado de São Paulo, Edinho Silva, fez duras críticas ao PSDB pelo fato de o adversário acionar, juntamente com o DEM, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a apuração de suposta campanha antecipada na visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Dilma Rousseff às obras de transposição do Rio São Francisco. É ruim pra democracia levar a disputa política para o campo judicial.

Acho que o PSDB deveria travar a disputa de projetos junto à sociedade e nos deixar governar", disse Edinho.

O presidente do PT paulista, que hoje acompanhou Dilma em visitas a Araraquara (SP) e a São Carlos, afirmou que a lei eleitoral determina aos políticos em cargos executivos que deixem os seus postos seis meses antes do pleito, além de vetar a participação deles em inaugurações no período de campanha.

"A lei eleitoral é clara e determina o afastamento no primeiro semestre do ano que vem; por isso, se a ministra está no cargo, tem de cumprir sua função", disse. "Se quando ela vai visitar obras é campanha, quando eles (PSDB) fazem o mesmo é o quê?", completou.

Segundo Edinho, o governador paulista José Serra (PSDB), apontado como principal adversário de Dilma na disputa pela sucessão de Lula, não foi questionado judicialmente, mesmo após críticas ao PT e depois de participar de inaugurações de obras. "O Serra foi em Américo Brasiliense (SP) inaugurar a Furp (Fundação Remédio Popular), que nem está funcionando e em boa parte do discurso ele meteu o pau no governo federal e no PT", exemplificou.

O presidente do PT paulista ainda rebateu, no mesmo tom, as críticas feitas pelo secretário da Casa Civil paulista, Aloysio Nunes, que considerou que o PT faz campanha "escancarada" antes do período eleitoral. "E quando ele (Aloysio) sai pelo Estado todo inaugurando obras, é o quê? Agora qualquer membro do governo que vai a obras é campanha? Isso é um absurdo", concluiu.

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