PT completa hoje 30 anos

Rio de Janeiro, 10 fev (EFE).- O PT completa hoje 30 anos de fundação sem nenhuma comemoração, mas com o objetivo de se manter no Governo nas próximas eleições de outubro.

EFE |

O PT foi fundado em São Paulo em 10 de fevereiro de 1980, em plena ditadura militar, por um grupo de intelectuais, operários e militantes de esquerda entre os quais se destacava Lula, um apaixonado dirigente sindical que liderava as greves dos metalúrgicos na região do ABC paulista.

Vinte e dois anos depois, nas eleições de outubro de 2002, o PT chegou ao poder com Lula, reeleito em 2006 e que deixará a chefia do Estado em 1º de janeiro do ano que vem.

O líder espera que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vença as eleições de outubro.

A Presidência do PT considera seu atual "grande desafio" a vitória nas eleições de outubro para ampliar a 12 anos a hegemonia iniciada com Lula em 1º de janeiro de 2003, quando começou seu primeiro mandato.

O desafio é "vencer as eleições de 2010 e dar continuidade ao projeto político iniciado por nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva", afirmou hoje uma curta nota divulgada pelo PT em seu site para lembrar o aniversário.

Antes da transição de oposição para Governo, o PT sofreu três derrotas eleitorais: uma nas eleições presidenciais de 1989 contra Fernando Collor de Mello e duas em 1994 e em 1998 contra Fernando Henrique Cardoso.

Já no Governo, o PT passou pelo pior momento de sua história entre 2005 e 2006. Naqueles anos, o Partido teve que enfrentar o escândalo do 'mensalão', sobre um gigantesco esquema de corrupção em várias instâncias do poder nacional.

O caso surgiu das denúncias do então deputado do PTB Roberto Jefferson sobre a compra de votos de congressistas para que apoiassem os projetos do Executivo.

Homens fortes do Governo tiveram que renunciar: José Genoíno, deputado e então presidente do Partido, e José Dirceu, então ministro-chefe da Casa Civil.

Segundo o PT, os festejos oficiais dos 30 anos do Partido só serão realizados no final da próxima semana em Brasília durante seu IV Congresso Nacional. Estarão presentes 1.350 delegados e, além disso, será preparada a próxima campanha eleitoral.

A tarefa não será fácil ao PT. O principal opositor, José Serra, do PSDB, também ainda não confirmado, lidera todas as pesquisas de opinião, nas quais Dilma aparece sempre em segundo lugar.

A esperança do PT é que a alta popularidade de Lula, que supera 70%, amplie as intenções de votos para Dilma, algo que os analistas consideram que não será fácil, em razão do pouco carisma da ministra. EFE joc/sa

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