Setores do PMDB colocam em prática neste domingo uma ofensiva para enfraquecer o domínio do ex-governador Orestes Quércia no Estado de São Paulo, embalados pelo discurso da candidatura própria em 2010.

Atiçado pela ala governista da sigla e por líderes do PT, o grupo vai desafiar Quércia na disputa pelo comando partidário no maior colégio eleitoral do País. Com isso, espera minar o apoio prometido por ele à candidatura presidencial do governador José Serra (PSDB).

Na convenção do PMDB, que acontece neste domingo na Assembleia Legislativa, cerca de 750 delegados vão definir a nova Executiva Estadual e o nome que presidirá a instância no ano eleitoral.

Aliança nacional PT-PMDB

Quércia vem se perpetuando no posto ano após ano e iria, inicialmente, encabeçar uma chapa única. No último final de semana, entretanto, o deputado Francisco Rossi (SP) registrou uma chapa alternativa e lançou sua pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes.

A movimentação teve início meses atrás. Nos bastidores, a operação teve participação direta de líderes do PT, empenhados em enfraquecer o acordo de Quércia com Serra, para reabrir a negociação com o PMDB paulista. A avaliação de petistas é a de que um acordo em torno da candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em 2010 aumentaria o cacife da aliança nacional PT-PMDB e prejudicaria Serra dentro de sua própria casa.

Além da competição do grupo de Rossi, Quércia terá de dividir espaço no evento de hoje com o governador do Paraná, Roberto Requião. Pré-candidato declarado ao Palácio do Planalto em 2010, Requião decidiu rodar as convenções estaduais do PMDB no fim de semana.

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