O diretório estadual do PT de Minas Gerais aprovou nesta sexta-feira um calendário para definir a atuação do partido na eleição para governador do estado. Os petistas que defendem o apoio do partido a um candidato de outra sigla tem até o dia 21 de março para apresentar propostas desde que consigam as assinaturas de pelo menos um terço dos integrantes da executiva estadual.

A decisão sobre a candidatura própria ou apoio a aliados será tomada no encontro estadual do PT, também no dia 21. Se o encontro aprovar a proposta, a direção do partido ficará automaticamente autorizada a encaminhar a aliança.

Já se o partido decidir pela candidatura própria, no dia 22 serão abertas inscrições para os pré-candidatos. Havendo mais de um postulante, a decisão será por meio de prévias, marcadas pear o dia 2 de maio.
A decisão contraria frontalmente uma resolução aprovada pelo diretório nacional do partido também nesta sexta-feira recomendando que os estados evitem as prévias, consideradas "inconvenientes" e "politicamente inoportunas" por trazerem riscos à eleição da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Segundo Gleber Naime, ex-secretário nacional de Comunicação do partido, o PT mineiro caminha para uma candidatura própria. "O avanço do PT de Minas foi se unificar em torno da tese da candidatura própria e de estabelecer procedimentos e prazos", disse ele em seu blog.
A candidatura própria também contraria a orientação nacional. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, do PMDB, é o líder das pesquisas para o governo mineiro e quer o apoio do PT. Dirigentes do PMDB dizem que sem o apoio petista ao ministro em Minas, a aliança nacional em torno de Dilma pode não acontecer.

O ministro do Combate à Fome, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, travam uma batalha dura pela candidatura petista ao governo mineiro.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.