PSOL leva denúncias contra Yeda Crusius à AL

O presidente estadual do PSOL, Roberto Robaina, a deputada federal Luciana Genro e o vereador e advogado do partido Pedro Ruas repetiram hoje, ao presidente da Assembleia Legislativa, Ivar Pavan (PT), as acusações de uso de caixa dois na campanha eleitoral de Yeda Crusius (PSDB) em 2006 que fizeram em entrevista à imprensa na última quinta-feira. Ao mesmo tempo voltaram a admitir que não dispõem dos vídeos, áudios e depoimentos que comprovariam que a atual governadora e diversos de seus ex-colaboradores sabiam das irregularidades.

Agência Estado |

Eles sugeriram ainda que o Parlamento requisite as provas do que dizem à Justiça Federal e ao Ministério Público Federal (MPF). Depois da reunião, Pavan deu a entender que a Assembleia nada fará enquanto houver apenas uma denúncia sem confirmação. "Cabe ao Ministério Público Federal concluir o inquérito e dar publicidade à investigação, sem a necessidade de a Assembleia interferir neste momento", afirmou, referindo-se ao processo que tramita na Justiça Federal de Santa Maria contra os acusados pela fraude que desviou R$ 44 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) entre 2003 e 2007, no qual estariam as provas citadas pelo PSOL.

Tanto a Justiça Federal quanto o MPF afirmam que o PSOL não teve acesso às informações do processo. O Palácio Piratini alega que as declarações de Luciana, Robaina e Ruas foram desmentidas pelo MPF para não falar no assunto. Pavan também informou à cúpula do PSOL que o recurso contra o arquivamento de um pedido de impeachment da governadora feito pelo partido no ano passado está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça.

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