PSDB visita Sensus para averiguar dados de pesquisa

Técnicos ligados ao PSDB começaram ontem uma auditoria interna na sede do Sensus, em Belo Horizonte, para averiguar o critério adotado na última pesquisa de intenção de voto do instituto que apontou empate técnico entre os pré-candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). O Sensus liberou os dados para serem analisados por técnicos do partido no final da tarde.

Agência Estado |

O PSDB ameaçou chamar a Polícia Federal para conseguir lançar os dados em um laptop. No decorrer do dia, enviou três notificações alegando que não estava sendo cumprida a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autorizou a fiscalização com base na resolução 23.190.

Os advogados questionam os métodos e, especificamente, a troca de nomes do contratante - após registrar a pesquisa no TSE o instituto alterou o nome do sindicato que a contratou. O Sensus alega que a mudança no nome foi uma correção.

O técnico do PSDB que foi ao local averiguar os documentos esperou cerca de sete horas para ter acesso aos dados. O advogado do instituto, João Batista de Oliveira, afirmou que a demora foi em razão do cuidado que o instituto teve de tomar para proteger informações como o nome do entrevistado, cuja divulgação é proibida. "Não há problema algum. Abrimos para todos que quiserem", disse o advogado.

Antes de liberar o acesso, o diretor do Sensus, Ricardo Guedes, exigiu ser notificado oficialmente pelo TSE, o que ocorreu no final da manhã. Permitiu, então, a entrada na sede às 16 horas, com a presença da imprensa e de representantes dos partidos que têm pré-candidatos à Presidência: PT, PSDB, PV e PSB. Somente petistas compareceram.

Guedes, que antes havia apresentado textos e dados sobre o Sensus em um projetor, disse que a "casa" estava aberta para o trabalho dos técnicos do PSDB. O diretor do instituto não permitiu que fossem feitas cópias autenticadas dos questionários para que fossem levados e analisados em outro local. "Se quiserem passar o fim de semana aqui, estamos à disposição", afirmou.

O presidente do PT-MG, Reginaldo Lopes, classificou como um "absurdo" a iniciativa do PSDB e disse que vai discutir com a Executiva Nacional a "abertura" dos dados da última pesquisa do Datafolha. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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