PSDB tem 2 de olho na presidência da Assembleia-SP

Com a volta dos trabalhos na Assembleia Legislativa, os deputados estaduais já começaram a discutir a eleição da Mesa Diretora da Casa, que será realizada em 15 de março. A maior bancada da Casa, o PSDB, tem dois postulantes ao cargo e se apoia no critério de proporcionalidade, pelo qual a presidência deve ser ocupada pela maior bancada.

Agência Estado |

Os tucanos estão divididos entre os deputados Barros Munhoz, atual líder do governo, e Celino Cardoso.

O partido busca o consenso e vai reunir sua bancada nesta quarta-feira para iniciar a discussão. "Dentro deste quadro o PSDB vai fazer sua discussão interna", afirmou o presidente da Assembleia, deputado Vaz de Lima (PSDB). O líder do PSDB na Assembleia, Samuel Moreira, acredita que o partido dever ter uma definição até o carnaval. Ele nega a divisão do partido, mas vê uma "adesão normal" às duas candidaturas. "Não há clima de divisão", afirma.

Líder do governo, Munhoz é visto como o candidato preferido do Palácio dos Bandeirantes. Ele diz estar confiante e afirma que houve um "movimento" em torno do seu nome. Ele avalia que a disputa com Cardoso não prejudica o partido. "Não sei nem se a disputa chega até o final", disse, ressaltando ter uma "relação fraternal" com Cardoso. Já Cardoso diz ser próximo do governador José Serra (PSDB), com quem afirma ter uma relação "muito antiga". "Sou candidato a candidato", apontou, ressaltando que acredita em um consenso no partido. "A ideia é que se tente chegar a um consenso para que tenha um só candidato", destacou.

Tanto Munhoz quanto Cardoso não acreditam em surpresas, mas comenta-se nos bastidores a possibilidade de o deputado Edmir Chedid (DEM) também concorrer ao cargo. Chedid nega a intenção de ser candidato e diz não ter sido sondado pelo partido. "O PSDB deve fazer o presidente", declarou, acrescentando que espera uma definição nos próximos dias. O temor de surpresas remete à eleição da presidência da Casa em 2004, quando o candidato do PSDB ao cargo, o então líder do governo Edson Aparecido, foi vencido por Rodrigo Garcia (DEM), que apresentou sua candidatura na véspera da eleição. Entretanto, Chedid afirma que o momento atual é "diferente".

"É um governo diferente. Acho que os dois candidatos do PSDB têm competência para administrar a Casa. O líder do governo é diferente do líder anterior: o que ele promete, ele cumpre", afirmou. O PT, que conta com a segunda maior bancada da Assembleia, deve aceitar o acordo de proporcionalidade fechado na Casa e espera ficar com a primeira e a quarta secretarias. "Para nós, deve prevalecer a regra de respeito ao principio da proporcionalidade", afirmou o líder do PT, deputado Roberto Felício.

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