PSDB reúne prefeitos eleitos no Rio de olho em 2010

A exemplo do que fez em São Paulo no fim de semana, o PSDB promoveu hoje um encontro com prefeitos tucanos eleitos no Estado do Rio de Janeiro para reforçar a intenção de estabelecer bases regionais sólidas para o candidato tucano à Presidência em 2010. O deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES), presidente do Instituto Teotônio Vilela, disse que o partido dedicará 2009 à meta de organizar diretórios em todos os municípios do País.

Agência Estado |

"A palavra de ordem é organização em 2009."

Na reunião de sábado em São Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso convocou o partido a definir o candidato tucano à Presidência da República ainda no primeiro semestre do ano que vem. Ex-prefeito de Vitória, Vellozo Lucas defende mais tempo para o partido escolher entre os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG). "Temos que ouvir o presidente FHC, mas não vejo nenhuma necessidade de se fazer hoje previsões sobre como e quando será a decisão. Quem morre de véspera é peru de Natal."

Para Vellozo Lucas, não é hora de marcar datas. Ele pondera que os dois governadores precisam de tempo para mostrar resultados e consolidarem seus mandatos, que poderiam ser inviabilizados por uma decisão prematura. Além disso, o deputado acha que é preciso mais tempo para observar como o governo Luiz Inácio Lula da Silva lidará com a crise econômica, o que pode influenciar na decisão dos tucanos entre os perfis de Aécio e Serra diante da conjuntura.

Já o presidente do PSDB da capital fluminense, Luiz Paulo Corrêa da Rocha, acredita que é preciso apressar a decisão para evitar a divisão do partido. "Não podemos ficar postergando essa questão até 2010. Seria um erro, aguçaria as contradições, que são normais numa disputa interna", disse Rocha, que é partidário da idéia do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) de promover prévias entre Serra e Aécio nos moldes dos partidos norte-americanos. "Se tivéssemos um semestre de prévias, isso animaria os procedimentos. A convenção, a três meses das eleições, não é local para decidir."

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