PSDB pede cargos em troca de votos nos candidatos à presidência do Senado

BRASÍLIA - O líder da bancada de senadores tucanos, Arthur Virgílio (AM) anunciou nesta quinta-feira aos candidatos à presidência do Senado ¿ José Sarney (PMDB-AP) e Tião Viana (PT-AC) - quais são as exigências do PSDB para condicionar o voto de seus treze senadores na eleição da Mesa Diretora, no próximo dia 2.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Segundo Virgílio, para ganhar o apoio da legenda, o candidato precisa prometer que atuará com independência e assegure, como faz o atual presidente Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), o combate ao excesso de Medidas Provisórias editadas pelo Poder Executivo.

Outras exigências são a concessão da primeira vice-presidência, hoje ocupada pelo PT, a um senador tucano e ainda uma participação nobre em algumas comissões permanentes da Casa. Hoje, o partido ocupa a segunda vice-presidência do Senado e comanda apenas a comissão de infra-estrutura.

Por fim, Virgílio sugere que o primeiro projeto a ser analisado pelo Senado este ano seja relatado por um senador escolhido por sorteio. A partir daí, as demais relatorias seriam entregues aos partidos por meio de um rodízio fixo. Não queremos mais essa história de matéria polêmica ir parar nas mãos do governo. Se eu não quiser relatar matéria polêmica, cedo, posso até abrir mão, mas quero o direito de relatar garantido, afirmou.

O PSDB só deve anunciar apoio formal, porém, após reuniões ainda sem data definida entre o presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), com os candidatos Viana e Sarney. Além disso, a bancada deve se reunir para travar um debate interno sobre qual caminho seguir. Não haverá fechamento de questão, mas o PSDB vai unido para um lado ou para outro, afirmou.

Briga com o PMDB

Arthur Virgílio estava rompido com o Renan Calheiros (PMDB-RN), principal articulador da candidatura de Sarney, há um ano e meio, desde que o senador alagoano foi denunciado por quebra de decoro parlamentar. À época, Virgílio defendeu, nas duas ocasiões em que Renan foi julgado em plenário sob risco de perder o mandato, a cassação de Calheiros.

Hoje, em contrapartida, o líder tucano minimizou o caso. As críticas feitas a Renan foram ao episódio que ele enfrentou e não à sua administração do Senado, que por sinal foi equilibrada, disse.

Virgílio também confessou que esqueceu as mágoas que mantinha do senador José Sarney, quando este, então presidente do Senado, barrou a criação da CPI dos Bingos, em 2005.  Isso ficou no passado. Nenhum presidente vai mais brincar de obstruir CPI. Isso é um ponto vencido de um episódio lamentável da nossa história. O jogo recomeçou", afirmou.

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