PSDB indica Álvaro Dias para presidência da CPI da Petrobras, mas PT quer o cargo

BRASÍLIA - A um dia do prazo para os partidos indicarem seus membros para a CPI da Petrobras não há consenso entre o governo nem entre a oposição. DEM e PSDB, que colocou na mesa o nome de Álvaro Dias (PSDB-PR), brigam para indicar um senador para a presidência da Comissão. Por outro lado, o PT quer evitar que os oposicionistas ocupem qualquer uma das vagas de direção, seja a presidência ou a relatoria.

Severino Motta, repórter em Brasília |

Nesta terça-feira, DEM e PSDB devem definir quem vai ser o indicado para a presidência, Álvaro ou ACM Júnior (DEM-BA). Um acordo entre os dois partidos determinou que, quem indicar o nome à presidência, fica somente com uma das três vagas que cabem à oposição.

O problema é que o governo não deu sinais que vai permitir que a presidência fique com os oposicionistas. Pelo contrário, o senador João Pedro (PT-AM), disse que vai defender na reunião de seu partido, nesta terça, que a base não permita à oposição ter qualquer uma das duas vagas de direção, para que PT e PMDB dividam os cargos.

O PSDB quer politizar a CPI, não podemos permitir isso. Vou brigar para que fiquemos com as duas vagas [de presidente e relator], disse.

Álvaro ainda confia no que chamou de bom senso do governo. A praxe na Casa é que, pelo tamanho das bancadas [a oposição conta com a segunda e terceira], um dos dois cargos fique conosco. Se o governo não aceitar isso vamos para o voto, disse.

Nesta terça, os partidos devem indicar seus membros para a CPI. Caso não o façam, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que, conforme manda o regimento, vai fazer as indicações pelos partidos.

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