PSDB e Psol defendem transparência nos gastos da Câmara

BRASÍLIA - Durante uma reunião de líderes, realizada nesta terça-feira, somente o PSDB e o Psol defenderam a criação de um mecanismo de transparência para os gastos com a verba indenizatória dos deputados. De acordo com o líder do Psol, Ivan Valente (SP), quando o assunto veio à tona, tirando o [líder do PSDB, José] Aníbal, houve um silêncio retumbante.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

A ideia do PSOL é que exista acesso às notas fiscais que justificam os gastos com a verba indenizatória. No valor de R$ 15 mil por mês, ela pode ser usada para pagar consultorias, despesas com aluguel, estadia, locomoção e com o escritório político local ¿ entre outros gastos.

Acontece que o público só tem acesso a uma planilha indicando quanto foi gasto em cada rubrica. Por exemplo, é possível saber quanto cada deputado gastou com "combustíveis", mas não se tem acesso à nota fiscal que comprove o gasto.

A crise da falta de transparência com as notas fiscais voltou ao debate devido ao deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), que foi eleito e renunciou ao cargo de 2º vice-presidente da Câmara.

Ele, que é proprietário de uma empresa de segurança com dívidas junto ao INSS, gastou mais da metade de sua verba indenizatória com a contratação de segurança particular. Como o acesso às notas fiscais é inexistente, é impossível saber se ele investiu o dinheiro em sua própria empresa.

"Vou começar um trabalho de convencimento, tentar mostrar para os líderes que é hora de dar transparência às notas fiscais para acabar com esse constrangimento para a Câmara", disse José Aníbal logo depois da reunião. "Mas até o momento, uma ação prática tomada pelos líderes para a gente abrir as notas é zero", lamentou.

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