Escalado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o time de defesa da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem que o PSDB deveria apresentar uma Carta ao Povo Brasileiro na campanha, como fez o PT em 2002. No contra-ataque aos tucanos depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que Dilma, pré-candidata do PT ao Planalto, não inspira confiança e é reflexo de um líder, Bernardo evocou o documento petista para sustentar que quem ameaça dar um cavalo de pau na economia é o PSDB.

"É importante que o PSDB apresente uma Carta ao Povo Brasileiro para a gente ter certeza do que os tucanos vão fazer na política econômica", insistiu o ministro. "Quem quiser saber o que a Dilma vai fazer é só olhar o que o Lula fez. Seria um tiro no pé alguém do PT dizer agora que vai fazer algo diferente. Quantos aos tucanos, ninguém sabe." A escalada no confronto entre o PSDB e o PT ganhou força no domingo, a partir de artigo de Fernando Henrique publicado no jornal O Estado de S. Paulo, no qual ele assinalou que eleições não se ganham com o retrovisor.

Bernardo disse que quem precisa acalmar o mercado, agora, é o PSDB. Citou a entrevista à revista Veja do senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, para destacar que o partido do governador de São Paulo, José Serra - provável adversário de Dilma -, "cada hora fala uma coisa". Há um mês, Guerra observou que, se o PSDB voltar ao poder, vai "mexer na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação", além de acabar com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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