PSDB de Minas afasta Aécio da vaga de vice, mas faz gesto por Serra

O Diretório Estadual do PSDB de Minas Gerais se reúne nesta segunda-feira para formalizar dois gestos de simbolismo dentro do partido: demonstrar apoio dos mineiros à candidatura presidencial de José Serra (que ainda não se lançou oficialmente candidato) e referendar o nome de Aécio Neves como concorrente ao Senado.

Marcelo Diego, iG São Paulo |

Um grupo de representantes do diretório tucano mineiro viajará a São Paulo na próxima semana para um encontro com o governador Serra. Esses gestos, em conjunto, visam a barrar a desconfiança de que o PSDB de Minas Gerais não trabalharia com afinco na campanha presidencial, pelo fato de Aécio não ser o candidato do partido para tentar suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A visita tem por objetivo deixar explícito aos companheiros de São Paulo que daremos todo o apoio para a candidatura de Serra. Vamos referendar a chapa de (Antônio) Anastásia ao governo de Minas, Serra para a Presidência e de Aécio Neves para o Senado, afirma o deputado federal e presidente do PSDB-MG, Narcio Rodrigues.

Ao mesmo tempo, o diretório deixa claro o afastamento da hipótese de Aécio vir a ocupar a vaga de vice-presidente numa chapa ao lado de Serra. Essa hipótese está encerrada, não tem mais nenhuma possibilidade, está totalmente descartada, declara o deputado, aliado do atual governador de Minas Gerais. 

Aécio era pré-candidato à Presidência, defendia a realização de prévias dentro do PSDB, mas abandonou a pretensão em nome da unidade do partido, abrindo espaço para que Serra fosse apontado como candidato. O governador de São Paulo ainda não anunciou externa e oficialmente que concorrerá, mas já avisou a aliados de dentro do partido que será candidato novamente a presidente.

Membros do partido fizeram críticas públicas ao posicionamento do governador paulista, por entender que a demora impedia a consolidação de alianças, a montagem de palanques, a construção de um discurso e favoreceu o crescimento da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, nas pesquisas de intenção de voto. Outros tucanos defendem a posição de Serra, por acreditar que a antecipação da disputa eleitoral seria prejudicial ao governador.

Serra tem de deixar o cargo até o dia 3 de abril para poder concorrer ao Palácio do Planalto. O PSDB nacional trabalha com a saída dele após a Páscoa e com o lançamento oficial de sua candidatura em abril, em evento a ser marcado em Brasília.

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