PSDB critica morosidade do governo federal com o PAC

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) corre o risco de ficar no papel. A afirmação é do PSDB, que por meio de nota criticou a morosidade do processo, alertou para as dificuldades de crédito, por causa da crise financeira internacional, e lembrou da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de suspender 13 obras do programa com indícios de irregularidades.

Agência Estado |

"Dos R$ 34,6 bilhões destinados ao PAC nos últimos dois anos, somente R$ 12 bilhões foram efetivamente pagos até setembro, o que equivale a menos de 35% do total", afirma o partido.

Para o PSDB, mantido esse ritmo, o governo Luiz Inácio Lula da Silva cumprirá, até 2010, no final do mandato, "menos da metade do prometido". "O PAC já ganhou a marca de lento, a prova disso é que muitos projetos continuam sem receber qualquer repasse. Há importantes ações em saneamento, infra-estrutura, saúde e meio ambiente à espera de recursos para serem iniciadas, mesmo depois de transcorridos 20 meses desde que foi lançado por Lula em Brasília." O partido afirma que no primeiro ano de criação, das 781 ações que integram o PAC, 245 não obtiveram investimento.

A nota acrescenta que se for levada em consideração a aplicação de recursos por unidades da federação governadas por partidos da oposição, a situação é mais "penosa". Como exemplo, o partido citou Alagoas, governado pelo tucano Teotonio Vilela Filho, que recebeu, segundo o PSDB, 0,75% dos R$ 265 milhões previstos para este ano. "No extremo oposto, figuram estados como Acre (13,2%) e Pará (12,5%), governados pelo PT, Paraná (27,7%) e Mato Grosso do Sul (12,6%), administrados por aliados do PMDB", conclui o comunicado.

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