PSDB confirma candidatura própria em Porto Alegre

As candidaturas de Nelson Marchezan Júnior, pelo PSDB, e José Fogaça, pelo PMDB, à prefeitura de Porto Alegre foram confirmadas hoje, por convenções partidárias. Com isso, o quadro da disputa eleitoral na capital gaúcha ficou quase completo.

Agência Estado |

Já estavam escolhidos como candidatos Onyx Lorenzoni (DEM), Maria do Rosário (PT), Manuela D'Ávila (PC do B) e Luciana Genro (PSOL). Também devem concorrer Paulo Rogowski (PHS), Vera Guasso (PSTU) e possivelmente um candidato do PCO, a ser definido ainda esta semana.

A única candidatura que ainda gerava expectativa era a do deputado estadual Marchezan Júnior. Partes dos diretórios nacional e municipal do PSDB preferiam fechar uma aliança para apoiar Lorenzoni, mas o acordo sofria restrições de grupos próximos à governadora Yeda Crusius (PSDB), rompida com o vice-governador Paulo Feijó (DEM). Outra corrente gostaria de uma coligação com a chapa de Fogaça, que poderia fortalecer o apoio do PMDB à administração estadual, desgastada por uma CPI que investiga denúncia de fraude de R$ 44 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

A definição só ocorreu ontem, quando Marchezan Júnior recebeu um telefonema do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, oferecendo sustentação à candidatura própria. O apoio foi confirmado pela senadora Marisa Serrano (MS) durante a convenção. "Traremos o (Geraldo) Alckmin (candidato do partido à prefeitura de São Paulo) e diversos deputados federais para participar da campanha nas ruas", prometeu às cerca de 300 pessoas que participaram da reunião.

Em seu discurso, Marchezan Júnior deu a entender que a candidatura própria une o partido e mostrou-se disposto a defender tanto o governo de Yeda Crusius quando a herança nacional deixada por Fernando Henrique Cardoso. "Hoje viramos a página de um PSDB municipal pequeno, briguento e ranzinza e estamos abrindo a página de um PSDB unido e alegre", afirmou. Na seqüência, ele acusou o governo federal de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de navegar em altos índices de popularidade fazendo marketing em cima de programas criados por seu antecessor. Ele também defendeu o governo estadual. "A CPI não é nossa, os problemas (do Detran) começaram em governos anteriores, mas a mídia precisa de notícias e eles (a oposição) produzem muitas versões para isso".

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