PSDB amplia questionamentos sobre inspeção de Lula

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, José Aníbal (SP), decidiu incluir novos questionamentos no pedido de informações sobre a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às obras de transposição do Rio São Francisco, na semana passada. O documento será entregue por Aníbal ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), por volta das 16 horas de hoje, em sessão plenária, segundo informação da assessoria de imprensa do deputado.

Agência Estado |

Cabe à Mesa Diretora da Câmara encaminhar o documento à Casa Civil.

Além de solicitar informações sobre valores gastos em transporte, alimentação e hospedagem pela comitiva, José Aníbal pergunta qual a porcentagem das obras de transposição do Rio São Francisco foi cumprida pelo governo federal até o momento. Ao todo, o requerimento tem 18 questionamentos.

O PSDB pretende protocolar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), depois que receber as informações da Casa Civil, uma ação por uso de recursos públicos em campanha eleitoral antecipada. A ação será contra o presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que o acompanhou na viagem.

"O objetivo declarado seria cumprir um roteiro de 'inspeção' às obras - por sinal, muito atrasadas - de saneamento e esgoto da região, mas tal objetivo foi completamente desvirtuado, uma vez que a visita constou - segundo relatos da imprensa - de uma sequência de atos de mobilização eleitoral, nos quais o presidente da República comandou comícios, feitos do alto de palanques, com a clara e abusiva caracterização de antecipação da campanha eleitoral de 2010", diz Aníbal, na justificativa do requerimento.

O líder tucano observa ainda que o acampamento preparado para receber a comitiva no Km 316 da BR-323 foi preparado "com requintes de alto luxo", com ar condicionado, camas king-size, frigobar e banheiros privativos.

"Tanto requinte não condiz com o ritmo lentíssimo das obras para a transposição das águas do Rio São Francisco. Os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) mostram que o governo Lula previu um total de R$ 1,163 bilhão para esta obra em 2009, mas até o momento só conseguiu aplicar pouco mais de R$ 51 milhões", anota o deputado.

"Esse desapreço gerencial revela que a festa do governo não tem correspondência na área do trabalho e, enfim, que tamanha festa não se justifica", conclui o documento.

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