PSB vira problema para base governista no 2° turno

De parceiro estratégico do governo em projetos fundamentais para o Palácio do Planalto, como as eleições para a presidência da Câmara, o PSB transformou-se, neste segundo turno da disputa pelas prefeituras, em um problema na base governista. A recomendação da Executiva Nacional da legenda aos diretórios municipais para que privilegiem as alianças com partidos da base governista está valendo, mas em boa parte das 29 cidades onde haverá segundo turno o que tem pesado nas decisões são as mágoas com o PT e a boa relação com os tucanos.

Agência Estado |

"PT e PSB não são tão amigos assim", resume o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), lembrando que também há proximidade entre tucanos e socialistas em seu Estado. "Em Paulista e Limoeiro, por exemplo, estivemos juntos contra o PT e ganhamos", recorda Guerra. De fato, tucanos e PSB construíram parcerias nas cinco regiões, em que se incluem capitais como São Luís, em que o PSB compôs chapa com o PSDB do candidato João Castelo, contra toda a base governista que apóia o candidato do PC do B, Flávio Dino, apoiado pelo presidente Lula.

Também em São Bernardo o PSB disputa contra o PT do ex-ministro da Previdência Luiz Marinho, como vice na chapa do candidato tucano Orlando Morando. As novas parcerias entre tucanos e socialistas começaram a ser construídas no primeiro turno, com a negativa de apoio do PT a candidatos que eram apontados como prioridade do PSB na corrida municipal. O PSB implorou o apoio do PT em Manaus, onde o prefeito Serafim Corrêa (PSB) disputa o segundo turno atrelado ao líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).

De nada valeram os protestos do presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que ameaçou negar apoio a Marta Suplicy em São Paulo se o PT não colaborasse. Os petistas só entraram na aliança em Manaus a reboque dos tucanos e, assim mesmo, emprestam apoio tímido à reeleição de Serafim. "Temos uma relação estratégica com o PT, mas reconhecemos o peso das lideranças de oposição, temos boa relação com o DEM e o PSDB e não podemos ficar isolados", diz o senador Renato Casagrande (PSB-ES). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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