Próxima edição da Bienal de São Paulo terá time de sete curadores

SÃO PAULO - A próxima edição da Bienal de São Paulo, que acontece entre 21 de setembro e 12 de dezembro de 2010, terá um time de sete curadores. A coordenação geral ficará a cargo do pernambucano Moacir dos Anjos, que divide a curadoria com o crítico de arte Agnaldo Farias. Haverá ainda dois curadores convidados, a venezuelana Rina Carbajal e o sul-africano de origem indiana Sarat Maharaj.

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Completam o time mais três curadores assistentes: o angolano Fernando Alvim, a japonesa Yuko Hasegawa e a espanhola Chus Martinez. Tantas nacionalidades diferentes, segundo Moacir dos Anjos, ajudarão a criar uma Bienal "verdadeiramente internacional". A mostra também já tem um tema definido: as relações entre arte e política.

Ainda de acordo com Moacir dos Anjos, a presença de sete curadores não significa que a próxima Bienal será segmentada. "Não haverá listas de artistas de cada curador, muito menos separação espacial", garantiu. "É um projeto expositivo em que várias vozes serão ouvidas. É uma forma de lançar um olhar mais diversificado sobre o tema arte e política".

O grupo, segundo ele, já está constituído e trabalhando "desde agora". "No final de janeiro, vai haver um grande encontro dos sete curadores. Até lá, grande parte dos artistas participantes da Bienal já estará escolhida", afirmou. Até o momento, há 26 nomes comprometidos para a exposição. O anúncio de todos os participantes deve acontecer em fevereiro do ano que vem.

Moacir dos Anjos não quis adiantar nomes. "Mas posso dizer que todos aqueles que convidamos aceitaram. Vários deles inclusive produzirão obras novas", disse. Dois artistas cuja participação havia vazado na imprensa foram confirmados, Cildo Meirelles e Artur Barrio. Ambos farão obras inéditas especialmente para a Bienal.

A presença desses dois veteranos teria levado o mercado de arte a chamar essa Bienal de "velha". A crítica foi rechaçada por Moacir dos Anjos. "A Bienal não é um programa de lançamento de novos nomes", ressaltou o curador, para depois garantir que haverá muitos "artistas jovens" na escalação. "A Bienal será nova, sem ser novidadeira", disse.

"Fechamos agora um ciclo iniciado em abril, quando afirmamos categoricamente que a Bienal de 2010 iria acontecer", festejou Heitor Martins, presidente da Fundação Bienal. Ele refere-se à época em que foi eleito para o cargo, quando havia dúvidas sobre a realização da exposição, após a criticada edição de 2008.

Segundo ele, o projeto de captação de recursos para a exposição pela Lei Rouanet foi aprovado na semana passada. Cinco empresas, entre elas o Banco Itaú, já garantiram um patrocínio de R$ 12 milhões para o evento.

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