(http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/07/10/veja_a_integra_da_nota_do_ministerio_publico_federal_1433809.html target=_topLeia na íntegra a nota do Ministério Público Federal)" / (http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/07/10/veja_a_integra_da_nota_do_ministerio_publico_federal_1433809.html target=_topLeia na íntegra a nota do Ministério Público Federal)" /

Provas do suborno levaram a pedido de prisão preventiva de Dantas, diz MPF

SÃO PAULO - Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira, o Ministério Público Federal afirma que o pedido de prisão preventiva de Daniel Dantas e de um advogado ligado ao grupo Oportunitty, que pertence ao empresário, foi elaborado e enviado à Justiça Federal após ouvir o depoimento de Hugo Sérgio Chicaroni, um dos presos na operação. Na casa dele, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 1 milhão que seria usado no suposto suborno de um delegado que participa da operação. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/07/10/veja_a_integra_da_nota_do_ministerio_publico_federal_1433809.html target=_top(http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/07/10/veja_a_integra_da_nota_do_ministerio_publico_federal_1433809.html target=_topLeia na íntegra a nota do Ministério Público Federal)

Bruno Rico, do Último Segundo |


Reprodução
Dantas ao deixar a sede da Polícia Federal em SP
Daniel Dantas ao deixar a sede da PF em SP
"Hugo Chicaroni detalhou à Polícia Federal em depoimento os detalhes dos preparativos da corrupção", diz a nota. Segundo o MPF, o valor encontrado na casa dele seria de R$ 1,28 milhão.

"Na busca na casa de Daniel Dantas, a PF encontrou um documento intitulado 'contribuições ao clube' no qual se pode deduzir que, no ano de 2004, foram pagos 1,5 milhão (de reais ou dólares a título de 'contribuição para que um dos companheiros não fosse indiciado criminalmente'", diz a nota.

Neste momento, o procurador Rodrigo De Grandis deve conceder uma entrevista coletiva à imprensa na sede do Ministério Público Federal, em São Paulo, para dar mais detalhes sobre a operação e a prisão preventiva de Daniel Dantas.

Prisão preventiva

O banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, foi preso novamente na tarde desta quinta-feira pela Polícia Federal. Assim como da primeira vez, o pedido foi decretado pelo juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

A prisão de Dantas ocorreu em um escritório localizado na avenida Nove de Julho, em São Paulo. O banqueiro volta para a prisão menos de 24 horas depois de ter conseguido no Supremo Tribunal Federal (STF) o habeas-corpus. Ele havia deixado a carceragem da Polícia Federal, localizada no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, por volta das 5h30 desta madrugada.

"A ordem de prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Federal em São Paulo em razão de documentos encontrados nas buscas realizadas na última terça-feira e oitiva de uma testemunha que fortaleceram a ligação entre o preso e a prática do crime de corrupção (suborno) contra um policial federal que participava das investigações", informa a polícia, por meio de nota.

A Operação Satiagraha foi deflagrada, na terça-feira, para desbaratar um suposto esquema de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. A PF iniciou as investigações há quatro anos, como desdobramento do caso do mensalão. Também foram presos na Satiagraha o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas.

A Operação Satiagraha foi deflagrada, na terça-feira, para desbaratar um suposto esquema de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. A PF iniciou as investigações há quatro anos, como desdobramento do caso do mensalão. Também foram presos na Satiagraha o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas.

Tarso defende Polícia Federal

Agência Brasil
Genro volta a defender atuação da PF
Genro volta a defender atuação da PF

O ministro da Justiça, Tarso Genro, voltou a defender a atuação da Polícia Federal nesta quinta-feira. Genro disse que a PF não prende sem necessidade.

Os elogios do ministro da Justiça à PF foram feitos em um evento na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, onde Genro discursou para autoridades policiais de outros países e mandou um recado sutil aos críticos da instituição dizendo que um regime democrático não sobrevive sem uma polícia comprometida com o Estado de Direito e com o combate à corrupção.

Tenho orgulho da Polícia Federal por sua retidão, postura republicana e respeito aos direitos humanos, aos direitos civis e individuais, afirmou o ministro perante as autoridades estrangeiras.

Depois do evento, Genro classificou o discurso como um prestigiamento à ação da PF e não um desagravo. Estamos em um momento importante do País em que não há mais intocáveis. Antes, alguns privilegiados estavam acima da cidadania, eram considerados intocáveis, comentou.

(*com informações da Agência Estado)

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