Prova da Unicamp pedia mais tempo, dizem professores

No primeiro dia da segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) cerca de 16 mil candidatos tiveram de resolver uma prova complexa e muito bem formulada, mas que exigiria mais do que as quatro horas disponíveis para ser resolvida, segundo professores de cursinho. “É uma das provas mais complexas que temos nos vestibulares, muito benfeita, com questões nada triviais”, explica a coordenadora de língua portuguesa do Etapa, Célia Passoni.

Agência Estado |

“No entanto, ela é trabalhosa demais para ser respondida em quatro horas”, diz.

Segundo Constantino Carnelos, professor de biologia do Objetivo, todas as questões pediam respostas longas, nenhuma imediata. “O tempo não está adequado. Não é que seja uma prova muito difícil, mas com pouco tempo para o candidato, torna-se difícil”, diz ele. “A prova vai selecionar o candidato que tiver destreza, captar as coisas rapidamente e respondê-las com poder de síntese.”

“Foi uma prova muito boa, exigiu o necessário, que é capacidade de leitura e de interpretação do texto lido”, analisa Fernando Marcílio Lopes Couto, professor de literatura do Anglo. Para Cristiane Bastos Ferreira, professora de língua portuguesa do Cursinho da Poli, a dificuldade era esperada. “É uma prova longa, extremamente trabalhosa, mas não fugiu do padrão, é o que se espera da Unicamp”, disse ela, que ressaltou o caráter atual das perguntas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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