BRASÍLIA - Em depoimento à CPI dos Grampos, o diretor de Divisão de Inteligência da Polícia Federal, Daniel Lorenz, afirmou que o delegado Protógenes Queiroz violou o manual de conduta da Polícia Federal (PF) durante o tempo que comandou a Operação Satiagraha - responsável pelas prisões do sócio-fundador do Opportunity, Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas, e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

Acordo Ortográfico O manual da PF estabelece que as operações sejam feitas sem vazamentos para a mídia e sem expor a vida das pessoas que serão presas. Mas, segundo Lorenz, Protógenes não respeitou essas regras ao deixar a imprensa filmar o ato das prisões.

A Satiagraha fugiu muito da normalidade. Por causa destes deslizes, nós ficamos expostos, nós não precisaríamos passar por isso se tudo tivesse sido feito de acordo com o nosso manual, é isso o que nos deixa irritados, isso o que causou essa situação constrangedora para a PF, disse.

Lorenz também criticou a atitude do delegado de envolver a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na operação da Polícia Federal. Segundo ele, a corporação disponibilizou à Satiagraha recursos humanos e financeiros suficientes.

Fizemos um levantamento que apontou que a Satiagraha está hoje entre as três maiores operações em termos de recursos humanos e financeiros. A Satiagraha, nos oito meses que ficou na diretoria de inteligência, ela teve todos os meios possíveis dentro do DPF. Eu poderia até entender (a presença de agentes da Abin) se ele (Protógenes) não tivesse tudo o que precisava, mas com o que foi dado a ele, ela está hoje entre as três maiores (operações) em termos de recursos, afirmou.

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