Protógenes foi afastado por ser partidário, diz Corrêa

BRASÍLIA - O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, considerou nesta quinta-feira como ¿normal¿ a saída do delegado Protógenes Queiroz da diretoria de Inteligência da PF. Para Corrêa, o desentendimento entre Protógenes e seus superiores hierárquicos, fato amplamente divulgado pela mídia após o delegado ter sido afastado do comando da Operação Satiagraha, já deixava a entender que sua permanência neste núcleo da PF não seria mais possível.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Acordo Ortográfico A área de inteligência é muito sensível para abrigar alguém que já tenha um perfil quase que partidário, disse Luiz Fernando Corrêa, fazendo referência ao fato de Protógenes ter subido em palanques de candidatos do PSol nas eleições municipais de outubro. A regra no setor de polícia é a regra da apartidarização.

Perguntado sobre quando o inquérito contra o banqueiro Daniel Dantas, principal investigado pela Operação Satiagraha, será finalizado, Corrêa não quis comentar o caso. Na Polícia Federal, não temos investigado preferencial. Investigamos fatos, não pessoas, declarou.

Sobre a declaração feita ontem pelo agente Márcio Seltz, da Agência Brasiléia de Inteligência (Abin), de que o diretor afastado da agência, Paulo Lacerda, teve acesso a informações sigilosas da operação da PF, Corrêa disse apenas que este é mais um fato a ser analisado pela Corregedoria do órgão, que já investiga supostos abusos cometidos na ação.

Luiz Fernando Corrêa participou nesta manhã do plantio de árvores relativo ao Programa de Controle das Emissões de Carbono das Atividades da PF.

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