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Protógenes critica inversão de valores e diz que sua família sofre represálias

BRASÍLIA - Mesmo tendo seu depoimento à CPI dos Grampos adiado para a próxima semana, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz compareceu nesta quarta-feira ao Congresso Nacional e, acompanhado de parlamentares do PSol, criticou o que ele chama de ¿inversão de papéis¿, onde ¿o investigador passa a ser o investigado¿.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

No País está havendo uma inversão de papéis, onde os investigadores passam a ser os investigados, numa correlação de forças em que tudo se relaciona, e trazem desconfiança ao trabalho da Satiagraha, onde o alvo maior desses insultos, de todos os atos injustos é contra o delegado Protógenes, disse o delegado, sobre ele próprio.

Protógenes foi, durante um ano e meio, chefe da Operação Satiagraha - ação da PF que culminou com a prisão, por duas vezes, no ano passado, do sócio-fundador do Opportunity, Daniel Dantas. Assim que a operação foi deflagrada, porém, o delegado foi afastado das investigações, acusado de cometer abusos de poder.

Na semana passada, ele foi indiciado pela corregedoria da PF por vazamento de informações. Fui indiciado por fatos que em nada são relacionados com irregularidades de interceptações telefônicas e sim por informações compartilhadas com a Agência Brasileira de Inteligência [Abin]. Sendo que, por unanimidade, o Tribunal Regional Federal da 3ª. Região confirmou que esta [compartilhamento de informações entre PF e Abin] é uma prática legal, defendeu-se.

Sem citar nomes, o delegado informou ainda que ele e sua família estão sofrendo represálias por causa do trabalho que fez na Satiagraha. Segundo ele, as buscas feitas na casa de seus filhos, durante as investigações da corregedoria da PF, foram realizadas apenas com o intuito de constrangê-lo.

Além disso, de acordo com Protógenes, duas pessoas de sua família teriam sido demitidas como forma de retaliação. Ainda assim, ele diz não ter medo de que algo de pior lhe aconteça. Não temo a ninguém. Só temo a Deus, ponderou. 

CPI dos Grampos

Pouco antes de falar com a imprensa, Protógenes Queiroz encontrou o presidente da CPI dos Grampos, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), no salão verde da Câmara dos Deputados. Em rápida conversa, Itagiba adiantou que pretende esclarecer algumas contradições entre o depoimento que Protógenes prestou aos deputados no ano passado e informações apuradas posteriormente pelos deputados.

Segundo Protógenes, no próximo depoimento, marcado para o dia 8 de abril, ele irá reeditar tudo o que já falou à comissão.

Esta manhã, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu habeas-corpus ao delegado para que ele possa ficar calado durante as perguntas, acione seu advogado a qualquer momento da reunião e ainda tenha a garantia de não ser preso. De acordo com Protógenes, o habeas-corpus foi pedido depois de ouvir rumores de que o presidente da CPI pretendia prendê-lo durante o depoimento.

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