O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz afirmou nesta segunda-feira que, embora encontre a imprensa ávida por dialogar com ele sobre a Operação Satiagraha, só irá fazer comentários após a condenação do bandido, do banqueiro, disfarçado de investidor financista, Daniel Dantas, fundador do Grupo Opportunity.

Em entrevista em Porto Alegre, durante ato de solidariedade promovido pelo PSOL, Protógenes disse que o País vive "uma crise institucional sem precedência na história", crise esta que, segundo ele, começou junto com a deflagração da Operação Satiagraha, coordenada por ele e que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraudes financeiras e formação de quadrilha.

"No momento, não posso me manifestar sobre o mérito dessa crise, porque estamos no limiar de uma decisão", declarou o delegado na coletiva, ao justificar por que não faria comentários sobre o conteúdo da crise.

"Em respeito à decisão do Judiciário e, por acreditar na Justiça brasileira, acredito que logo, logo, vamos ter uma sentença à altura do que a sociedade está esperando, à altura do que nós merecemos deste Judiciário brasileiro", declarou, numa referência à decisão que será proferida na quarta-feira pelo juiz Fausto De Sanctis sobre a Satiagraha.

"Após a decisão do doutor Fausto De Sanctis, que vai ser uma sentença condenatória, eu tenho absoluta certeza disso, e eu posso falar, porque eu não sou juiz, eu sou delegado de polícia e eu sei o que eu coletei nos autos, aí sim eu vou me pronunciar", afirmou.

O delegado Protógenes foi acompanhado durante a entrevista pela ex-senadora Heloisa Helena, a deputada federal Luciana Genro (PSOL-RS), o presidente do partido no Rio Grande do Sul, Roberto Robaina, e o vereador eleito Pedro Ruas (PSOL).

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