Protestos contra o agronegócio atingiram 13 Estados

A organização Via Campesina aproveitou a situação conjuntural do País, com a alta dos preços dos alimentos, para desencadear uma onda de protestos - que atingiu 13 Estados, com ações urbanas e na zona rural. Foram ocupadas sedes de indústrias e canteiros de obras, paralisadas rodovias e invadidas propriedades rurais.

Agência Estado |

Em nota distribuída à imprensa, a organização explicou que protesta contra o modelo agrícola do País, que favorece as grandes empresas do agronegócio, especialmente as estrangeiras.

“Queremos produzir alimentos”, diz o texto. Logo em seguida afirma que a política agrícola do governo favorece o avanço da cultura de exportação em grandes áreas, assim como os projetos de reflorestamento e de produção de etanol. A Via Campesina - representada no País por diversas entidades, entre elas o Movimento dos Sem-Terra (MST) - contou com o apoio da Assembléia Popular, uma reunião de organizações populares urbanas, articulada por setores da Igreja Católica.

Além de São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, as ações da Via Campesina atingiram Minas Gerais, Rondônia, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Santa Catarina, Alagoas, Paraná, Tocantins e Paraíba. Em Rondônia eles impediram durante algumas horas o tráfego na BR-364, a 20 quilômetros de Porto Velho. No Tocantins, bloquearam a estrada de ferro da Vale do Rio Doce, na altura de Darcinópolis.

A Via Campesina vai divulgar hoje em Brasília um documento com sugestões para mudanças na política agrícola. Deve ser ignorado pelo governo: na segunda-feira, véspera dos protestos, o Ministério do Desenvolvimento Agrário tinha apresentado no Planalto o Programa Mais Alimentos, que se destina a “se contrapor à crise alimentar mundial e à alta excessiva dos preços das commodities agrícolas”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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