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Cerca de mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto de Salvador (MSTS) promoveram hoje uma caminhada de 20 quilômetros na capital baiana. Os manifestantes saíram da Lagoa da Paixão, no Subúrbio Ferroviário, e cruzaram a capital até chegar ao Centro Administrativo da Bahia (CAB), onde protestaram contra o atraso no projeto de construção de casas populares.

Segundo os líderes do MSTS, passam de 25 mil as famílias cadastradas à espera dos imóveis. Elas vivem em acampamentos espalhados por 23 áreas periféricas da cidade. "Ainda este ano, com a chegada das verbas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), vamos dar continuidade aos programas de habitação e à instalação de redes de saneamento básico", promete o secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado, Afonso Florence.

A mobilização foi a mais rumorosa na Bahia, no dia em que o episódio do massacre de Eldorado dos Carajás (PA) completou 12 anos. No interior, um grupo de cerca de 50 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) interditaram um trecho da Rodovia BA-263, em Itambé, 566 quilômetros a sudoeste de Salvador. O bloqueio, que durou três horas, causou um congestionamento de três quilômetros. Além disso, o MST ocupa, desde o início do mês, sete fazendas no Estado. As ocupações, feitas para pressionar o governo a acelerar o programa de reforma agrária, são pacíficas.

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