Protesto fecha estrada turística na Jureia (SP)

Moradores da Jureia, no município de Peruíbe, litoral sul de São Paulo, interditaram hoje a Estrada do Guaraú para reivindicar a reabertura da visitação pública no Núcleo Itunguçú da Estação Ecológica Jureia-Itatins. O turismo, especialmente na Cachoeira do Paraíso, foi suspenso por uma liminar da Justiça por falta de monitores ambientais para garantir a segurança dos visitantes e a preservação da natureza.

Agência Estado |

Os moradores querem que a Fundação Florestal, órgão da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, contrate os monitores. Reivindicam, ainda, a inclusão de 17 comunidades tradicionais em Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no novo projeto da Estação Ecológica da Jureia-Itatins.

O protesto começou às 8 horas, quando um grupo de 60 moradores bloqueou a estrada na frente do núcleo da Secretaria Estadual, na Jureia. A via dá acesso ao parque e também serve para a ligação entre Peruíbe e Iguape, atendendo comunidades tradicionais, que ficaram isoladas. A passagem só foi liberada após a chegada do diretor executivo da Fundação, José Wagner Neto. Ele se reuniu com representantes da União dos Moradores da Jureia (UMJ). De acordo com o presidente Dauro Marcos do Prado, desde a proibição do turismo, moradores perderam uma das poucas fontes de renda.

A UMJ reivindicou também o adiamento das audiências públicas marcadas para os dias 19 e 20 de janeiro para a discussão do projeto que cria o Mosaico das Unidades de Conservação da Estação Ecológica da Jureia. "A proposta de consulta a todas as comunidades não foi cumprida", alegou.

A lei que criava o Mosaico foi anulada por ação da Procuradoria Geral de Justiça do Estado. A entidade quer que o novo projeto inclua as comunidades da Cachoeira do Guilherme, Rio Comprido, Tocaia, Caramborê, Grajaúna, Praia do Una, Praia da Jureia, Rio Verde, Rio das Pedras, Aguapeú, Despraiado, Aguapeuzinho, Tetequera, Utinguinha, Utinguçú, Barro Branco e Guarauzinho, num total de 400 pessoas.

O diretor da Fundação se comprometeu a contratar monitores e publicar portaria disciplinando o turismo. Com isso, espera suspender a liminar que impede o acesso de turistas à cachoeira e às trilhas do Núcleo Itunguçú. Serão definidas novas datas para as consultas públicas relativas ao projeto do Mosaico.

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