Protesto de rodoviários e chuva param ruas de Salvador

Salvador travou na manhã desta quinta-feira. A chuva que atinge a cidade desde sábado, os deslizamentos de terra e as quedas de árvores causadas pelos temporais, além de uma manifestação promovida pelo Sindicato dos Rodoviários da Bahia que deixou fora de serviço cerca de mil ônibus, congestionaram as principais ruas e avenidas da cidade. Entre as 7 horas, no início da manifestação, e meio-dia, todos os principais eixos rodoviários da capital baiana ficaram intransitáveis.

Agência Estado |

De acordo com o diretor do sindicato, Manoel Machado, a paralisação, que atingiu três das principais estações da capital baiana entre as 7 e as 10 horas, serviu para alertar as autoridades sobre "a importância de se repensar a política de segurança nos transportes coletivos".

"Este ano, quatro pessoas foram mortas em assaltos a ônibus", lembra. "Tanto nós, rodoviários, quanto os passageiros estão assustados." Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), há, em média, 4,43 roubos a ônibus por dia na cidade.

Para agravar a situação, a chuva continuou castigando a cidade até o início da tarde. De acordo com a Defesa Civil de Salvador (Codesal), entre sábado e a manhã de hoje foram registrados 402 deslizamentos de terra, 22 desabamentos de imóveis e 35 alagamentos de grandes proporções em vias. As quedas de árvores chegam a cem. Três delas ocorreram dentro do Jardim Zoológico, que, por questões de segurança, anunciou a suspensão das visitas até terça-feira.

De acordo com a prefeitura, que publicou hoje no Diário Oficial do Município o decreto de situação de emergência na cidade - válido pelos próximos 90 dias -, há 30 famílias desabrigadas. Um bebê de 1 mês e 11 dias morreu ontem depois que uma pedra o atingiu na casa na qual morava.

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