Protesto contra Yeda reúne 2 mil diante do Piratini

Cerca de duas mil pessoas participaram hoje de um protesto contra o governo de Yeda Crusius (PSDB) diante do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. Convocados por 16 entidades sindicais, estudantis e movimentos sociais, os manifestantes portaram adesivos, faixas e cartazes e gritaram palavras de ordem como Fora Yeda e Fora Feijó durante uma hora.

Agência Estado |

Esta foi a terceira manifestação contra o governo desde o dia 6, quando a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga uma fraude de R$ 44 milhões no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) revelou uma conversa em que o ex-chefe da Casa Civil Cézar Busatto (PPS) dizia ao vice-governador Paulo Afonso Feijó (DEM) que partidos políticos se financiam de órgãos públicos gaúchos. Na segunda-feira também houve uma manifestação, no mesmo local, de cerca de 200 simpatizantes do governo gaúcho.

Como Yeda tem atribuído os protestos a um "ambiente golpista" que teria unido o vice-governador a adversários históricos como o PT, os manifestantes fizeram questão de demonstrar que não há aliança com Feijó e defenderam também a saída do democrata. "Nosso movimento é pela apuração de todas as irregularidades, punição dos culpados e devolução do dinheiro desviado aos cofres públicos", explicou o presidente da Central Única dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul, Celso Woyciechowski. "Vamos continuar com manifestações até que se limpe a corrupção de nosso Estado".

Embora não tenham feito discursos, alguns deputados da oposição circularam entre os manifestantes. Um deles, Raul Carrion (PC do B), explicou que passou a considerar a presença dos parlamentares em atos como o de hoje como necessária, para evitar a violência. Na quarta-feira passada, um protesto semelhante acabou em confronto entre a Brigada Militar e os manifestantes, com 25 feridos. O porta-voz do Palácio Piratini, Paulo Fona, disse que o governo do Estado não tem motivos para se preocupar com as manifestações, que "não são diferentes daquelas de fevereiro de 2007, quando os derrotados de 2006 começaram campanha contra a governadora, chamando-a de privatista".

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