Protelar CPI da Petrobras é risco em ano eleitoral

BRASÍLIA (Reuters) - Depois de três adiamentos, o risco de continuar protelando a instalação da CPI da Petrobras é grande para o governo: ter uma investigação em pleno ano eleitoral. Programada para funcionar por 180 dias, a contar de sua instalação, a investigação parlamentar pode seguir 2010 adentro, ano das eleições presidenciais.

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Pelas regras, é possível prorrogar os trabalhos da CPI por igual período. Significa dizer que se a comissão não iniciar suas atividades até o final deste mês, o inquérito chegaria ao ano das eleições presidenciais. É exatamente esse o temor do governo.

Criada há mais de um mês, senadores governistas e da oposição acordaram instalar a CPI na semana do dia 30 de junho.

"Protelação da CPI é um tiro no pé, pois invadiremos o processo eleitoral em plena investigação", disse à Reuters o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), autor do requerimento que criou a comissão para apurar eventuais irregularidades em contratos e no pagamento de tributos pela estatal.

Os partidos aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão divididos sobre os nomes que comandarão a CPI. Ao mesmo tempo, esperam que Lula retorne de sua viagem internacional para comandar, de perto, a instalação e o desdobramento do inquérito. Lula retorna a Brasília na quinta-feira.

(Reportagem de Natuza Nery)

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