Prorrogada prisão de 26 suspeitos por fraude na Funasa

O juiz federal José Pires da Cunha prorrogou a prisão de 26 presos durante a prisão Hygeia, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quarta-feira, acusados de fraudes contra a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Mato Grosso. O esquema pode ter causado prejuízo superior a R$ 200 milhões aos cofres públicos.

Agência Estado |

O procurador da República Mário Lúcio Avelar acredita que a prorrogação é necessária porque soltos, os acusados podem coagir testemunhas.

Além de prorrogar as prisões, o juiz plantonista decretou a prisão pelo prazo de cinco dias do diretor comercial da organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) Idheas, Celino Henrique Lugon Fraga. O argumento é que ele teria em sua posse documentos e um notebook que interessam à investigação. O instituto é apontado nas irregularidades na secretaria municipal de Saúde do município de Tangará da Serra.

Além disso, segundo parecer do Ministério Público Federal (MPF), haveria indícios de que o diretor estaria dando guarida e auxiliando a fuga de Maria Auxiliadora Guimarães Bueno, representante da Idheas em Tangará da Serra que está com prisão decretada e foragida. De acordo com as investigações, ele seria o contato com prefeituras de Minas Gerais para montar o mesmo esquema de desvio de fraudes.

Até agora, apenas o advogado Ulisses Rabaneda entrou com pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região contra a prorrogação. Ele foi contratado para defender o tesoureiro regional do PMDB, Carlos Miranda; o sobrinho do deputado federal Carlos Bezerra, José Luís Gomes Bezerra; e Rafael Melo Bastos, secretário geral do PMDB, todos presos na Hygeia.

Ele alega que a PF e o MPF selecionaram algumas pessoas para manter presas. "Questiono no habeas qual critério que eles têm para selecionar essas pessoas", disse. Durante a operação, foram presas 31 pessoas - já foram revogadas prisões de cinco. Quatro ainda encontram foragidas, dentre elas, o fiscal de contratos e convênio da Funasa Washington Luís Melo dos Anjos.

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