Propriedade intelectual:Brasil quer dirigir órgão mundial

Depois de anos tentando influenciar as políticas de patentes das grandes empresas, o Brasil agora quer a direção da entidade internacional que cria as regras para o setor. A partir de terça-feira, a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) inicia sua eleição e o governo espera colocar o brasileiro José Graça Aranha na direção da entidade com sede em Genebra.

Agência Estado |

A disputa, porém, não será fácil. No total, 15 candidatos disputam a concorrida vaga. Um dos problemas é que nem mesmo a América Latina está unida. A corrida pela direção da entidade conta com um hondurenho e um mexicano. O Itamaraty estima que Graça Aranha tem "boas chances" e a maioria dos votos da América do Sul, além de alguns africanos e árabes.

O governo chegou a sondar o México sobre um possível acordo para que apenas uma candidatura latino-americana fosse apresentada. Mas os mexicanos se recusaram a abandonar a corrida. Os demais candidatos são da Polônia, Bangladesh, Macedônia, Paquistão, Filipinas, Itália, Quênia, França, Eslovênia, Rússia e Japão. Mas um dos principais candidatos é o australiano Francis Gury, diretor-adjunto da OMPI e que tem o apoio dos países ricos.

Além de não ter o apoio de todo continente latino-americano, o Brasil ainda vem tendo um bom desempenho nas eleições para cargos na ONU desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O Brasil lançou candidatos para os postos de diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), para diretor da União Internacional de Telecomunicações (UIT), para o Banco Interamericano de Desenvolvimento e para o Conselho Executivo da Organização Internacional do Trabalho. O Brasil, porém, foi derrotado em todas as eleições. Desta vez, o Brasil espera reverter esse histórico.

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