Promotor do caso João Roberto quer mudanças no júri

O promotor Paulo Rangel que atuou no caso do PM William de Paula, que atirou no carro em que estava o menino João Roberto, defendeu ontem mudanças na legislação que trata da atuação do corpo de jurados. Segundo ele, o júri brasileiro é o único do mundo em que não há debate sobre as causas que estão sendo julgadas.

Agência Estado |

O promotor também não considera claras as regras para a escolha das pessoas que vão decidir sobre a culpa ou a inocência de um acusado.

“Não se permite que tenhamos acesso à profissão ou vida pregressa do jurado. Ali podia ter um irmão de policial militar. Ou podia ter alguém que perdeu um parente morto pela Polícia Militar e aí prejudicaria a defesa”, afirmou. Para Rangel, alguns jurados não entenderam todas as perguntas feitas pelo juiz Paulo Valdez. O promotor disse que um deles chegou a questionar sobre o significado do termo homicídio culposo (em que não há intenção).

Maurício Neville, que defende o cabo William de Paula, também acha válida a mudança da regra que proíbe os jurados de se comunicarem, mas acredita que o debate não teria mudado o resultado do julgamento do cabo William de Paula. “Eles não têm de justificar o voto. Estavam certos de que o policial não quis matar a criança.” Já o promotor acredita que aí ficou o engano. “Os jurados não tinham de responder se o cabo queria matar o menino, mas se ele teve a intenção de atirar em quem estivesse no carro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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