O Conselho Nacional do Ministério Público (CMNP) decidiu hoje negar o vitaliciamento ao promotor de Justiça de São Paulo Thales Ferri Schoedl, acusado de matar a tiros um jovem e ferir outro em dezembro de 2004 no litoral paulista. A decisão é definitiva e cabe agora ao Ministério Público (MP) de São Paulo editar sua exoneração.

O promotor já havia sido afastado das funções em setembro de 2007. Na época, o Conselho havia suspendido, em caráter liminar, o vitaliciamento concedido pelo MP de São Paulo ao promotor. Thales não poderá recorrer mais ao CNMP, apenas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo afastado, o promotor continuava recebendo um salário de aproximadamente R$ 10,5 mil.

Thales responde a processo por homicídio e tentativa de homicídio. Após uma discussão em 30 de dezembro de 2004, Thales matou Diego Mendes Modanez e feriu Felipe Siqueira Cunha de Souza em Riviera de São Lourenço, condomínio de classe média alta em Bertioga, no litoral paulista. Modanez foi atingido por dois disparos e morreu na hora. Souza, da mesma idade, foi baleado quatro vezes, mas sobreviveu. A defesa do promotor alega legítima defesa.

Na quarta-feira, 25 desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) se reunirão para decidir se aceitam a denúncia contra o promotor. Em caso positivo, Thales vai a júri popular.

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