Os promotores do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) denunciaram 13 acusados de envolvimento na máfia dos parasitas. São 3 empresários, 3 gerentes das empresas investigadas, 4 funcionários de hospitais públicos do Estado e da cidade de São Paulo e 3 laranjas que emprestaram seus nomes para que fosse montado o suposto esquema de lavagem do dinheiro público obtido com as fraudes em licitações para o fornecimento de equipamentos e serviços médicos.

Os acusados devem responder a processo pelos crimes de formação de quadrilha, peculato (desvio de dinheiro público) e por lavagem de dinheiro na 2ª Vara Criminal de São Paulo. Três dos acusados estão presos preventivamente desde que a Operação Parasitas foi desencadeada pela Polícia Civil e pelo Gaeco em 30 de outubro.

De acordo com o promotor de Justiça José Reinaldo Guimarães Carneiro, todos os contratos das empresas Vidas Med, Biodinâmica, Healthserv, Velox e Home Care Medical com o governo do Estado e com cerca de uma centena de prefeituras em todo o País devem ser investigados, pois o que foi apurado na Operação Parasitas é suficiente para colocá-los sob suspeita. Na operação, foram apreendidos na Home Care, segundo o Gaeco, “mapeamento político de diversas administrações públicas com referências a doações para campanhas políticas, denominadas pela quadrilha de ‘investimentos’, em cidades variadas”.

O criminalista Roberto Podval, defensor da Home Care, considerou a denúncia do Gaeco “frágil e pueril em termos de provas”. “A acusação errou na medida, tanto assim que o Tribunal de Justiça revogou algumas decisões de 1ª instância, como o bloqueio de contas bancárias”, afirmou. As outras empresas também negam envolvimento nas fraudes. O promotor defende a suspensão de todos os pagamentos para as empresas sob suspeita. Até o dia 3 de dezembro foram registrados empenhos e pagamentos no Sistema de Gerenciamento e Execução Orçamentária. O governo do Estado informou que fez auditoria em contratos e que os pagamentos só foram liberados após “criteriosa auditoria”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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