Projetos arquitetônicos que respeitam a Melhor Idade

Projetos arquitetônicos que respeitam a Melhor Idade Por Marília Almeida São Paulo, 25 (AE) - Baseadas em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como os que indicam que pessoas com mais de 60 anos irão corresponder a 15% da população do País em 2025, empresas como a incorporadora Tecnisa e a construtora J. Bianchi, na Grande São Paulo, começam a investir em projetos com itens que facilitem a acessibilidade mirando mudanças no perfil de compradores.

Agência Estado |

Um projeto da Tecnisa, elaborado por uma equipe multidisciplinar, será lançado na Água Rasa, na zona leste, já com essa preocupação, e, a partir de 2010, esses itens devem ser estendidos para todos os seus novos empreendimentos.

A arquiteta Patrícia Valadares, gerente de projetos da incorporadora, conta que a empresa descobriu que haviam prédios voltados originalmente para jovens casais, mas onde 15% dos moradores tinham mais de 55 anos. No projeto, estão previstos escada na piscina, portas mais largas e banheiros adaptados na área comum, bem como pisos opacos no hall. "São medidas que beneficiam todas as faixas etárias", completa Patrícia.

A construtora J. Bianchi pretende ampliar o conceito Lifetime Home, construção flexível e adaptável a diversas condições, para todos os seus empreendimentos. São dois projetos com paredes de drywall, sem vigas e com instalação hidráulica e elétrica sob forros: o Olímpia, em Suzano, foi entregue em abril e o Odeon, em Mogi das Cruzes, a 51 Km de São Paulo, será entregue em novembro.

As unidades possuem portas internas com largura de 82 cm, pisos antiderrapantes na área interna e previsão de instalação de barras de apoio nos banheiros, além de mudança da altura de interruptores e tomadas. Para a arquiteta Sandra Perito, da mesma forma que a sustentabilidade, a acessibilidade promete se popularizar.

O arquiteto Rogério Romeiro lembra que o conceito deve estar relacionado ao acesso a áreas esportivas. "Antes escondido em casa, hoje o portador de deficiência física e o idoso são participativos. Quem não atender esses requisitos terá um mercado mais restrito."

Boxe:
HÁ VÁRIOS PRODUTOS CERTIFICADOS
O Instituto Brasil Acessível disponibiliza na internet um catálogo que reúne informações de produtos avaliados segundo critérios propostos pelo conceito de desenho universal que facilitam a acessibilidade. São características como segurança no uso, acessibilidade, uso independente e igualitário, conforto, flexibilidade, fácil percepção e entendimento.

Os produtos são fabricados por empresas como Eliane, de pisos cerâmicos; e Yale La Fonte, de ferragens. São cerca de 200 produtos: 28 para cozinha e lavanderia, 19 para o banheiro e 28 para áreas de circulação, além de 14 relacionados à transposição vertical; 19 à caixilharia; dez à sinalização; 21 relacionados à automação; e 56 a sistemas.

Os produtos têm potencial para certificação de acordo com a presidente do instituto Sandra Perito. "Colhemos produtos nos quais identificamos essas características. Verificamos que, em um ano, foram lançados novos itens no mercado que não são específicos para portadores de deficiência física, mas facilitam a vida de qualquer pessoa com mobilidade reduzida, como barras de apoio, que também são usadas por idosos e gestantes", explica.

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