As modelos muito magras não poderão participar de desfiles de moda nem de qualquer outro tipo de evento com finalidade comercial ou promocional. O peso exigido será o correspondente ao Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 18.

É o que determina o projeto de lei do senador Gerson Camata (PMDB-ES), aprovado hoje na Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação do Senado.

O texto terá ainda de ser examinado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde receberá decisão terminativa, o que significa que, se não houver recurso, será encaminhado à Câmara, sem necessidade de ser votado no plenário do Senado. A relatora, senadora Rosalba Ciarline (DEM-RN), disse que a proposta é "uma ação de solidariedade à juventude do País".

A senadora diz que os padrões de beleza difundidos, contribuem para a valorização social da anorexia, como é chamado o transtorno psicológico que leva suas vítimas a rejeitarem alimentos na busca desenfreada por um corpo cada vez mais magro. "O predomínio da anorexia é evidente na indústria da moda, que associa beleza a imagem de corpos esquálidos", defendeu.

Camata apresentou o projeto após a morte da modelo Ana Carolina Reston Macan, de 21 anos, em 2006, por complicações decorrentes da anorexia. Segundo ele, foi essa morte que provocou a atenção das autoridades e da sociedade para a "necessidade de uma revisão crítica das exigências do mundo da moda".

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