Projeto prevê educação sexual no ensino público em SP

Um projeto de lei que tramita na Assembléia Legislativa de São Paulo pretende fazer com que as campanhas de prevenção à gravidez na adolescência passem a freqüentar as escolas públicas. A votação está prevista para o início do próximo ano legislativo, mas experiência parecida já adotada na escola estadual Carlos Augusto Villalva, zona sul da capital, traz bons resultados.

Agência Estado |

Depois que “contracepção no currículo” foi implantada na unidade, os casos de gestação precoce caíram em 80%.

“Fechamos o ano com quatro casos meninas grávidas, em um universo de 2.100 alunos, todos do ensino médio”, afirma a diretora do Villalva, Regina Burkhart. “Há 6 anos, antes da implantação da rotina de programas , a média anual de gestação era 24 casos.” A receita que funcionou na escola foi criada pela professora de biologia Silvia Cirino. Durante todo o ano, são oferecidas palestras e dinâmicas sobre os métodos contraceptivos na sala de aula.

“Percebemos que os alunos ficam mais confortáveis para tirar dúvidas com professores do que com os pais. Em casa, a dúvida é como um atestado de culpa”, diz Silvia que, além de ensinar com um pepino ou cenoura como colocar o preservativo, também apóia a distribuição de camisinhas na escola. A distribuição de camisinha é uma das estratégias do Programa Nacional de DST/Aids, realizada em 10 mil escolas do País. Segundo a Secretaria de Educação, há dois anos, a Unesco fez pesquisa em 135 colégios participantes e revelou que 90% dos estudantes e 63% dos pais aprovam a entrega dos preservativos. As informações são do Jornal da Tarde .

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