Projeto na Grande SP leva aluno a refletir sobre briga

Projeto iniciado em São Caetano do Sul em 2005, na Grande São Paulo, e expandido para Heliópolis, na zona sul da capital, leva alunos envolvidos em brigas refletirem sobre os motivos que levaram à violência.

Agência Estado |

O objetivo é evitar que o problema vá parar na Justiça. Em vez de serem expulsos, os alunos são chamados para participar de um círculo restaurativo.

Se esses problemas não fossem resolvidos no círculo, haveria boletim de ocorrência, o aluno seria expulso e excluído, diz o juiz da Infância e Juventude de Guarulhos, Daniel Issler. Se não fizermos nada, esse jovem vai voltar no Fórum, só que algemado, porque roubou, traficou ou matou.

Esse projeto vem dando resultados perceptíveis, mas ainda não quantitativos, em colégios estaduais da capital, de São Caetano do Sul e de Guarulhos. Não houve, por exemplo, reincidência nos casos que passaram pela experiência. Os encontros têm o intuito de suprir as necessidades emocionais e materiais das vítimas e também fazer com que o infrator assuma responsabilidade pelo ato, mediante compromissos, mas sem a perspectiva vingativa da punição.

Os círculos são feitos por meio do conceito da justiça restaurativa, em que vítima e agressor falam sobre motivos e conseqüências do ato. É feito em parceria entre o Tribunal de Justiça, Secretaria Estadual da Educação e Fundação para o Desenvolvimento da Educação, e atende casos de menor gravidade nas escolas, como brigas entre alunos, bullying (termo em inglês usado para descrever atos de violência física ou psicológica) e agressão contra professores. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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