Projeto das universidades é retirado de pauta para não atrapalhar MP 443

BRASÍLIA - Reunidos com o ministro da Educação, Fernando Haddad, líderes da base aliada ao governo decidiram recuar na votação de um projeto que criaria 7,8 mil cargos nas novas universidades federais e escolas técnicas criadas pelo Governo Federal em 2007 e 2008. A proposta está na pauta do plenário da Câmara, mas a oposição ameaçava não votar a Medida Provisória 443 se ela fosse mantida na Ordem do Dia.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Retirado o projeto de pauta, o acordo de votar a MP 443 na próxima terça-feira foi preservado. A medida autoriza Caixa Econômica e Banco do Brasil a comprarem carteiras de crédito de instituições financeiras prejudicadas pela crise financeira internacional. Retiramos da pauta para não atrapalhar a 443 e votamos assim que tiver o acordo, afirma o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE).

Haddad se comprometeu a definir as fontes de custeio dos novos cargos com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Em contrapartida, os líderes de oposição concordaram em votar o texto antes do fim do ano legislativo, porém só quando a MP anticrise estiver aprovada.

Os líderes não querem refrear a criação de cargos, mas escalonar tudo por causa da crise. Ficamos de estudar, então vamos conversar com o ministro Paulo Bernardo para redefinir um cronograma novo. Em uma semana vamos trazer um reescalonamento da implantação das vagas e mostrar que há dinheiro no Orçamento para pagar por esses profissionais, explicou Haddad.

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