Projeto criou ambiente para capivaras em SP, diz biólogo

As capivaras que vivem às margens do Rio Pinheiros, em São Paulo, não são estudadas por nenhum órgão ecológico oficial. A falta de controle dificulta a contagem da população e possibilita ações que prejudicam a sobrevivência dos animais.

Agência Estado |

No entanto, as árvores do Pomar Urbano, do Jornal da Tarde , criaram o ambiente propício para a reprodução da espécie. “O Pomar proporcionou às capivaras um ambiente seguro para viverem, com tudo que precisam”, explica o biólogo do Pomar, Alex Maia.

Segundo avaliação dos biólogos do Projeto Pomar, realizada no início do ano, cerca de 75 animais vivem às margens do rio atualmente. Naturais da região, os mamíferos desapareceram por anos de São Paulo, afastados pelo crescimento urbano da metrópole. O trabalho realizado pelo Pomar os atraiu novamente à região, repleta da vegetação rasteira da qual se alimentam.

O processo de despoluição do Pinheiros também colaborou para tornar o ambiente ainda mais favorável para a procriação dos bandos, que chegam a ter até 20 indivíduos. Segundo a analista ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) Jury Feino, “as capivaras precisam viver onde têm acesso à água e ao alimento, que é a vegetação arbustiva”.

A visão de uma família inteira dos roedores pode surpreender os desavisados, mas os mais atentos são alertados por placas de travessia de animais silvestres espalhadas por toda a Marginal do Pinheiros. Não é raro alguns ultrapassarem a barreira de proteção e invadirem a via. Atropelamentos, inclusive na pista de serviço utilizada pela Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), ocorrem com certa freqüência. As informações são do Jornal da Tarde .

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