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Projeto Música Na Rua reúne 150 mil pessoas em SP

Nas palavras das próprias ¿testemunhas¿ que passaram por lá, a Avenida Paulista teve ontem uma tarde para não ser esquecida tão cedo. Mais de 150 mil pessoas, o dobro do que o endereço recebe em um domingo normal, acompanharam o projeto Música na Rua realizado pelo Jornal da Tarde , em São Paulo.

Agência Estado |

Em 27 pontos colocados estrategicamente pelas duas calçadas da via, entre a Rua Augusta e o Masp, havia música de toda origem tocada e cantada por gente de todo tipo: músicos profissionais, amadores, amigos, vizinhos, familiares, crianças, jovens, idosos, curtidores.

A diversidade das atrações foi um dos pontos mais comentados do projeto. Entre as 16h e 18h, ouviu-se grupos de viola sertaneja, rock, blues, música brasileira, jazz, MPB, soul, música pop. Apenas em um quadrilátero, formado pelos cruzamentos entre a Paulista com a Alameda Ministro Rocha Azevedo e Rua Peixoto Gomide, havia um grupo de música cubana, um conjunto vocal e percussivo formado por dez músicos do Congo, uma orquestra com mais de 15 sanfonas e uma roda de samba. Era isso que estava faltando para a Paulista voltar a respirar cultura. A avenida não é apenas um centro financeiro, é também um centro de lazer, disse o gerente da Avenida Paulista, João Maradei. Ao todo, comparecem mais de 150 músicos.

Os argentinos Pablo Cortez e Rodrigo Videla, ambos de 24 anos, se diziam surpresos na esquina da Paulista com a Rua Augusta.O grupo de rock pop 'Os Filhos da Dona Heidi', formado pela família da leitora do JT Heidi só para se apresentar no projeto, fazia com que os turistas se lembrassem dos músicos de rua de Buenos Aires. "Isso tem muito na Argentina, mas não é organizado assim", disse Cortez.

A poucos passos dali, em frente ao Shopping Center 3, os amigos argentinos se misturaram às pessoas que escutavam o pianista Amilton Godoy, do Zimbo Trio, acompanhar um grupo de crianças flautistas do projeto Soprando Notas. "É interessante essa diversidade de ritmos. Deu pra perceber que o Brasil não é só samba", falou Cortez. Daniela Naiara, de 29 anos, acompanhada pelo namorado Flávio Pereira, 31, foi pega de surpresa. "Chegamos aqui e nem acreditamos. Tem muita coisa boa", empolgava-se Daniela. "Estávamos vendo a roda de samba e tinha um americano perto. O cara ficou abismado. Tive orgulho de ser paulistana", falou a moça, que disse também ter caído na dança com a música africana no ponto que ficava em frente ao Banco Itaú.

Além da quente roda de samba do Conjunto Nacional, do grupo de crianças violonistas do músico Duca Belintani, da Orquestra Sanfônica em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal, do piano de Amilton Godoy do Shopping Center 3 e do grupo de choro próximo ao Masp, os africanos foram um dos pontos que mais atraíram e emocionaram os passantes. Em alguns momentos, cantando no idioma lingala, faziam trenzinhos e eram acompanhados com palmas como se estivessem em um show. Para retribuir o carinho, mandavam versos como "vou contar, vou falar pra todos da simpatia do seu povo." As informações são do Jornal da Tarde.

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