Projeções do Ibama estimam desmatamento zero para o Amazonas em cinco anos

BRASÍLIA - O índice de desmatamento no Amazonas pode ser nulo ou estar muito próximo disso em 2013. A projeção foi feita nesta terça-feira, em Manaus, pelo superintendente do Instituto Brasileiro Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Estado, Henrique Pereira, durante a divulgação do relatório anual de atividades do órgão.

Agência Brasil |

"É uma projeção com base nos dados de redução de novas áreas de desmatamento. Em comparação com os anos anteriores, desde 2003, utilizando uma ferramenta estatística, projetamos os dados com a mesma tendência até chegar à taxa zero. Se a situação que temos hoje for mantida nos próximos anos, muito em breve a nossa taxa de desmatamento em floresta primária atingirá um valor próximo de zero", disse Pereira.

De acordo com as informações apresentadas pela direção do Ibama no Amazonas, em 2008, durante a operação de fiscalização Guardiões da Amazônia, a redução do desmatamento no Amazonas foi a mais significativa para os Estados da região. Em toda Amazônia, contudo, a taxa de desmatamento de 2008 foi maior que 2007. Este ano, a região teve 11.968 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas contra 11.532 em 2007.

Do ponto de vista da queda do desmatamento, conforme o relatório, 2008, em comparação com o ano anterior, foi melhor para os estados do Amazonas e de Rodônia, que registram queda de 315 e 550 quilômetros, respectivamente. Na outra ponta estão os estados do Mato Grosso, Roraima e Maranhão, com alta total superior a 1,3 mil quilômetros quadrados.

Segundo a direção do Ibama, apesar do Amazonas apresentar uma redução contínua dos níveis de desmatamento, o Estado ainda precisa concentrar esforços para reverter o quadro do município de Novo Aripuanã. Segundo o Ibama, o acesso facilitado aos estoques florestais, aliado a uma situação de grilagem de terras no município, têm contribuído para o dado negativo no local. Em 2008, o município registrou 40,3 quilômetros quadrados de desmatamento. A maior redução foi verificada em Lábrea - no sul do Estado -, que caiu de 110,74 em 2007 para 43,33 em 2008.

"Novo Aripuanã é o município que tem se revelado como o mais problemático nessa questão ambiental", disse Pereira. "Essa é, sem dúvida, uma área que precisa de um trabalho mais intenso dos órgãos de fiscalização", assinalou.

O oficial de planejamento do Comando Ambiental da Polícia Militar, major Denis Sena, afirmou à Agência Brasil que, nos últimos meses, durante a operação Guardiões da Amazônia, o trabalho conjunto de fiscalização do Ibama, PM e outros órgãos públicos consolidou técnica, logística e inteligência.

"A principal conquista da operação é a redução do desmatamento no Amazonas. Essa redução vem sido percebida desde 2003, quando a PM também passou a trabalhar em conjunto com o Ibama nas operações de fiscalização. Isso mostra que a harmonia entre as instituições nos leva a um resultado positivo".

Ainda como resultado da operação Guardiões da Amazônia, o Ibama aplicou este ano R$ 382,1 milhões em multas; embargou mais de 19,4 mil hectares de terras e aplicou 132 autos de infração. O custo total da operação foi de R$ 1.078.463, 69.

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