Programa em SP oferece atividades para idosos

O cérebro humano começa a perder a partir dos 20 anos a capacidade de armazenar novas informações. Até os 80 anos, especialistas afirmam que perdemos até 20% da capacidade da nossa memória de fixação, responsável por guardar fatos ocorridos nos últimos dias ou semanas.

Agência Estado |

Como qualquer outro órgão, o cérebro também sofre com a ação do tempo.

“A capacidade cerebral é igual. O que existe são algumas alterações, como lentidão no raciocínio, devido à idade”, explica o neurologista do Hospital Albert Einstein e coordenador do Instituto da Memória da Unifesp, Ivan Okamoto. Para retardar ou prevenir os prejuízos na memória provocados pelo envelhecimento, a Secretaria Municipal de Saúde oferece um programa com oficinas para idosos, com 60 anos ou mais, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Batizado de “Oficina de memórias”, o programa promove atividades lúdicas para os idosos, como jogos de palavras cruzadas, sudoku, caça-palavras, leitura e música, para que a capacidade cognitiva seja mantida e estimulada.

“A proposta é evitar o avanço das patologias provocadas pela perda da capacidade cognitiva, como demências. Outra vantagem do trabalho é poder, por meio das avaliações e também das atividades, detectar perdas visuais e auditivas, e encaminhar os idosos para tratamento”, afirma Marília Berzins, assessora técnica da saúde do idoso da pasta da saúde.

“Os exercícios para a memória, como o hábito da leitura e jogos, devem acompanhar o envelhecimento”, afirma Okamoto. O neurologista diz que, quando os esquecimentos se tornam frequentes e passam a afetar a vida do indivíduo, um sinal de alerta deve ser acionado. “Se atrapalhar a vida da pessoa (a perda da memória), é a hora de procurar um profissional.” As informação são do Jornal da Tarde.

AE

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