Publicidade
Publicidade - Super banner
Brasil
enhanced by Google
 

Profissionais da saúde lutam para ampliar doação sanguínea

Profissionais da saúde lutam para ampliar doação sanguínea Por Adriana Bifulco São Paulo, 12 (AE) - Doar sangue é rápido, simples e seguro. E, ao contrário do que muitos imaginam, doá-lo não é sinônimo de que ele vai engrossar ou afinar, e a pessoa vai engordar ou emagrecer.

Agência Estado |

No entanto, ainda são necessárias muitas campanhas para desmitificar e incentivar este gesto.

Aqui no Brasil, uma das entidades responsáveis pela coleta é a Fundação Pró-Sangue, na capital paulista. O local, segundo Aline Monteiro, chefe da Divisão Médica Transfusional, conta com 45% de doadores de repetição e 30% de doadores esporádicos.

A doação de repetição é aquela em que o indivíduo doa seu sangue sem querer saber a quem ele se destina. A vinculada (de reposição) é particular, personalizada, para repor a quantidade de sangue que foi utilizada por parente ou amigo internado.

O Hospital Sírio Libanês, também na capital paulista, aboliu a doação de reposição. "Acabamos com esse tipo de doação para que o doador seja reconhecido como elemento importantíssimo na rotina hospitalar", enfatiza Fausto Trigo, hematologista e hemoterapeuta do Banco de Sangue do Sírio Libanês.

"Quando abolimos a doação de reposição simplesmente começamos a passar nos quartos e apresentar o banco de sangue, avisando que qualquer um poderia visitá-lo. Também fomos aumentando o recrutamento através de telemarketing, por e-mail e fazendo parcerias com empresas próximas ao hospital. O doador de repetição é totalmente altruísta. Estamos querendo melhorar a qualidade do doador", afirma Trigo. "Queremos que a doação seja encarada como um transplante de órgão devido à sua importância. Trata-se de um tecido vivo, que carrega não só plaquetas como também fatores de defesa, glóbulos vermelhos e brancos", completa.

De acordo com o médico, a intenção é inserir os doadores no cenário mundial. "Queremos trocar experiências com outros países, trazendo temas pertinentes à tona, que são de suma importância e que carecem de tratamento adequado das autoridades de todos os pontos do mundo, de forma geral. Nosso desafio é manter e aumentar o número de doadores", complementa.

Para incentivar as doações, o Hospital Sírio Libanês homenageia seus doares e promove eventos para que eles se conheçam, tenham um contato mais informal. "Há dois anos saiu até um casamento entre eles", comemora Trigo.

Aline Monteiro, da Fundação ProSangue, declara que os homens podem doar até quatro vezes por ano, com intervalo de 60 dias. E as mulheres podem fazer doações três vezes ao ano, com um intervalo de 90%. "As mulheres perdem ferro durante a menstruação e a gravidez", esclarece.

Após a doação, o sangue coletado é submetido a uma dosagem sorológica, durante a qual são investigados se há evidência clínica ou laboratorial para doença de Chagas, sífilis, hepatite B e C, HTLV e HIV.

E o tempo de doação, de acordo com Aline, não é maior do que dez minutos. Por isso, a médica faz uma apelação para a população. "É preciso que as pessoas sintam-se sensibilizadas e ajudem a normalizar os estoques de sangue. A Fundação Pro Sangue atende 130 hospitais. Não queremos de forma alguma que os paciente deixem de ser internados ou fazer cirurgias por falta de sangue", salienta.

Neste sábado, dia 14, comemora-se o Dia Mundial do Doador de Sangue. A data foi escolhida em memória do imunologista e patologista austríaco Karl Landsteiner (1868 - 1943), descobridor do fator sangüíneo Rh.

QUADRO 1: REQUISITOS BÁSICOS PARA A DOAÇÃO DE SANGUE

Apresentar documento original com foto (Carteira de Identidade, cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho, Previdência Social ou Passaporte)

Estar em boas condições de saúde (é feito um teste de anemia e funções vitais, como temperatura, pressão e pulso)

Ter idade entre 18 e 65 anos

Pesar, no mínimo, 50 Kg

Estar descansado e alimentado (quatro horas antes da doação, evitar alimentação gordurosa)

XXXXXXXXXXXXXXXXX

QUADRO 2: ETAPAS DA DOAÇÃO DE SANGUE

Recepção e cadastro - O candidato à doação informa seus dados e recebe um código que o acompanha durante todo o processo de doação. Ele deve apresentar um documento de identificação - 3 minutos

Teste de anemia - Retira-se uma gota de sangue do dedo. Portadores de anemia não podem doar sangue - 2 minutos

Sinais vitais e peso - São verificados os batimentos cardíacos, a pressão arterial e o peso do candidato - 1 minuto

Triagem clínica - o candidato responde a uma entrevista confidencial, com o objetivo de avaliar se a doação pode trazer riscos para ele ou para o receptor - 8 minutos

Voto de auto-exclusão - Após a entrevista, o candidato tem a oportunidade de dizer se tem ou não comprometimento de risco para Aids. Sua identidade é preservada, pois a bolsa é identificada pelo código de barras. Se a resposta for afirmativa, ele fará a doação e o sangue passará por todos os testes. No entanto, mesmo que os resultados sejam negativos, a bolsa será desprezada. Se a resposta for não, a bolsa só será utilizada se todos os resultados forem negativos - 2 minutos

Coleta - São coletados cerca de 450 ml e sangue em uma bolsa de uso único, estéril sendo, portanto, a coleta de sangue totalmente segura - 10 minutos

Lanche para o doador

XXXXXXXXXXXXXXXX

QUADRO 3: IMPEDIMENTOS TEMPORÁRIOS

Gripe - é preciso aguardar uma semana

Gravidez

90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana

Amamentação - se o parto ocorreu há menos de um ano

Ingestão de bebida alcoólica nas quatro horas que antecedem a doação

Tatuagem nos últimos 12 meses

Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis como não usar preservativos com parceiros ocasionais ou desconhecidos: aguardar 12 meses

Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Pará e Tocantins são locais onde a incidência de transmissão de malária é maior. Quem esteve nesses Estados deve aguardar seis meses. Quem morou, deve esperar três anos

XXXXXXXXXXXXXXXXX

QUADRO 4: IMPEDIMENTOS DEFINITIVOS

Hepatite após os dez anos de idade

Evidência clínica ou laboratorial de Hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas

Uso de drogas injetáveis ilícitas

Malária

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG