Cerca de 5 mil pessoas estão reunidos, na tarde desta sexta-feira, em frente ao Estádio do Morumbi, na zona sul de São Paulo, em uma manifestação promovida por professores da rede estadual de ensino. Com várias bandeiras do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Nacional dos Estudantes (UNE), a ação é pacífica.

Do alto do carro de som, os professores gritam frases como: "Somos educadores, não somos bandidos".

As vias no entorno do Palácio dos Bandeirantes, na região do Morumbi, estão cercadas por policiais. De acordo com a Polícia Militar, por volta das 15h20, ainda havia manifestantes na Avenida João Jorge Saad, bloqueando a via, em ambos os sentidos, entre a Rua Jeriquara e a Praça Roberto Gomes Pedrosa. O objetivo dos grevistas era realizar um ato em frente ao Palácio. Pelo menos dois ônibus foram fretados para levar integrantes da categoria ao protesto.

Esse é o terceiro protesto desde que a categoria entrou em greve, no dia 8 de março. A classe reivindica reajuste salarial de 34%, incorporação imediata das gratificações e o fim das provas dos temporários e do programa de promoção. Nos protestos anteriores, os professores fecharam a Avenida Paulista. No dia 12, o ato reuniu cerca de 12 mil pessoas. No dia 19, outra passeata na mesma região contou com 8 mil.

Rede municipal

Os professores municipais de São Paulo vão realizar hoje uma assembleia para discutir uma paralisação da categoria, informou o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem). A reunião estava agendada para o início da tarde, em frente à Secretaria Municipal de Gestão, localizado à Rua Líbero Badaró, 425, no centro da cidade.

Segundo o Sinpeem, os professores querem cobrar do governo o atendimento às reivindicações da categoria, entre elas alteração da atual lei salarial para que seja ampliado o porcentual mínimo de receitas correntes destinados às despesas com pessoal; aumento real de salários de 34%; redução do número de alunos por sala/turma; piso salarial não inferior ao valor fixado pelo Dieese; e aplicação de 40% sobre o atual valor do vale-alimentação e sua extensão para os aposentados e pensionistas, entre outros.

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